Jihadi John, este é o nome pelo qual é conhecido o homem da cara tapada que se tornou numa espécie de herói jihadista que aparece há meses nos vídeos do Estado Islâmico. O sotaque londrino foi a primeira pista que levou a que Jihad John saísse do anonimato. Chama-se Mohammed Emwazi, está na casa dos vinte anos, nasceu no Kowait mas é britânico e habitante do oeste de Londres. Formou-se na universidade de Westminster, é programador informático e filho de uma família muçulmana da classe média, que é descrita como moderada.

Jihadi John estava identificado há algum tempo mas os serviços secretos britânicos retiveram a informação por questões operacionais.

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O Washington Post investigou e juntou vários testemunhos que garantem que este é de facto o Mohammed Emwazi que conheceram e definem-no como um homem educado, tranquilo e apreciador de roupas estilizadas.

Em entrevista a um canal britânico, um dos seus vizinhos mostrou-se chocado com a descoberta da verdadeira identidade de Mohammed Emwazi. Este jovem está na Síria desde 2012. O Washington Post avança que ele se terá radicalizado depois de ter sido detido, na sequência de uma viagem à Tanzânia que levou os serviços secretos a acusá-lo de querer ir para a Somália combater. Mohammed Emwazi já estava na lista das pessoas que tinham sido socorridas por uma organização britânica de defesa dos direitos humanos, denominada "cage". Pelo que se sabe Mohammed terá recorrido a esta organização por se sentir assediado pelo MI5.

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Um dos representantes da organização relembra Mohammed como alguém extremamente amável e gentil. A Cage já veio dizer que não pode ter a certeza que o Mohammed que ajudou durante dois anos seja o mesmo dos vídeos, mas garante que ele foi um dos tantos que os serviços secretos pressionaram por muito pouco, ou por nada.

Com o fim da máscara de Jihad John, pode ver-se em Mohammed Emwazi um novo caso, um novo nome de alguém que cresceu e viveu numa cidade cosmopolita ocidental e que se tornou num inimigo de morte da sociedade que o fez. #Terrorismo