Foi divulgado mais um vídeo do Estado Islâmico, onde se vê o grupo terrorista a causar estragos. Desta vez não acabaram com vidas humanas, mas foram destruídas estátuas milenares de valor incalculável. Tratava-se do espólio arqueológico do museu de Mossul, no Iraque, que continha artefactos assírios e da Mesopotâmia. No passado domingo, dia 22, o grupo extremista tinha já queimado cerca de 8 mil livros e manuscritos de valor inestimável, numa biblioteca na mesma zona.

O Estado Islâmico divulgou, ontem, mais um vídeo, com cerca de cinco minutos, onde é possível ver os jihadistas a destruírem uma série de esculturas - algumas delas dos séculos VII e VIII a.C.

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- e também um conjunto de documentos milenares. Recorreram a marretas e a martelos pneumáticos para destruir grande parte do espólio presente no museu. Além de as partirem, certificaram-se de que as mesmas eram reduzidas a pó. Os jihadistas justificam os seus actos como sendo vontade do profeta, cujos companheiros haveriam feito o mesmo quando conquistavam cidades em seu nome. No vídeo, ouve-se um dos elementos do grupo a criticar o facto de se adorarem ídolos em vez de Alá - o que vai contra a religião monoteísta.

Este ataque revela-se um duro golpe contra a, já pouca, herança que existia da civilização assíria que viveu na Mesopotâmia. A maioria das relíquias e memórias haviam sido destruídas com o tempo e devido a várias guerras. As únicas que se encontravam na zona estavam em Mossul e foram agora destruídas.

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As imagens ainda não foram confirmadas pelos meios de comunicação social, mas estima-se que tenham sido gravadas em finais de Janeiro deste ano. O autodenominado Estado Islâmico conquistou a cidade de Mossul em Junho de 2014.

A directora-geral da UNESCO, Irina Bokova, afirma que o que aconteceu é mais do que uma tragédia cultural e, por esse motivo, foi convocada uma reunião de emergência da UNESCO. Segundo Lamia al-Gailani, arqueóloga iraquiana no Institute of Archaeology de Londres, trata-se de um dano incalculável não só para o Iraque mas para toda a Humanidade. #Terrorismo