O Estado Islâmico publicou hoje um vídeo em que mostra o piloto jordano Moath al-Ksasbah preso numa jaula, sendo posteriormente queimado vivo. Ainda não foi confirmada a veracidade das imagens apresentadas no vídeo divulgado esta terça-feira. No mesmo, vê-se o fio de combustível a arder até queimar o militar jordano. Moath al-Ksasbah foi capturado pelos militantes radicais em Dezembro.

Durante uma operação da coligação internacional ocorrida no leste da Síria, o avião onde seguia al-Ksasbah despenhou-se perto de Raqqa e o piloto foi capturado pelos jihadistas. O Estado Islâmico reclamou que teria abatido o avião, porém uma investigação levada a cabo pelos EUA concluiu que o mesmo caiu por motivo de avaria.

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A acção em que o piloto estava envolvido era liderada pelos Estados Unidos da América, e tinha como objectivo bombardear vários alvos pertencentes ao Estado Islâmico.

Antes da execução, o piloto de nacionalidade jordana - com um olho negro - dirigiu-se à câmara para falar e enviou várias mensagens políticas do grupo radical para vários países.

A Jordânia tinha tentado negociar com os jihadistas a libertação de Moath al-Ksasbah. O país ofereceu-se para libertar prisioneiros em troca da libertação do piloto. No entanto, o grupo radical ter-se-ia recusado a provar que al-Ksasbah estava vivo e, por isso mesmo, as negociações não foram adiante. Hoje o piloto acabou por ser executado, sendo queimado vivo dentro de uma jaula.

O Estado Islâmico exige porém a libertação de Sajida al-Rishawi, uma jihadista que foi detida após a tentativa falhada de um ataque suicida, quando o seu cinto acabou por não detonar num ataque bombista em 2005.

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Caso a libertação não se verifique, o grupo ameaça executar outro refém.

O Estado Islâmico já tinha reivindicado a libertação de Sajida al-Rishawi anteriormente, como troca pela libertação do jornalista japonês Kenji Goto. O estado japonês não cedeu e o Estado Islâmico acabou por divulgar, no sábado, um vídeo em que o jornalista japonês é executado. #Terrorismo