O verdadeiro filme de terror protagonizado pelo Estado Islâmico (ISIS) conheceu este domingo um novo capítulo. A organização jiadista publicou mais um vídeo que mostra a decapitação em grupo de 21 cristãos egípcios sequestrados na Líbia. No vídeo, veem-se os militantes do ISIS, vestidos de preto, a levarem as vítimas, em fatos laranjas, para uma praia, onde são ajoelhadas e decapitadas. As imagens foram publicadas na conta de Twitter de uma página web que apoia o Estado Islâmico.

O vídeo, com cinco minutos de duração, tinha a seguinte legenda: "O povo da cruz, seguidores da hostil igreja egípcia". Centenas de egípcios viajaram para a vizinha Líbia à procura de emprego desde a revolução que aconteceu no país em 2011, apesar das recomendações do governo para não o fazerem, uma vez que a Líbia é um dos países mais perigosos daquela região.

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Antes das mortes, um dos militantes, que empunhava uma faca, disse: "Segurança para os vossos cruzados é algo com que podem apenas sonhar". O vídeo, intitulado "Uma mensagem assinada com sangue para a nação da cruz", surge apenas dias depois de o ISIS ter divulgado imagens de um piloto jordano, capturado na Síria depois de o F-16 que pilotava se ter despenhado, em Dezembro, a ser queimado vivo. A execução de Maaz al-Kassasbeh desencadeou uma onda de indignação em todo o mundo. A Jordânia foi o primeiro país a retaliar e o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já pediu ao Congresso autorização para usar forças militares contra o Estado Islâmico, que considera uma ameaça à segurança interna do país.

Em Janeiro, o ISIS alegou ter raptado 21 cristãos na Líbia. Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio confirmou à AFP que 20 cidadãos do país tinham, de facto, sido raptados em dois incidentes separados na vizinha Líbia.

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Badr Abdelatty não revelou quando é que foram levados contra a sua vontade e quais as suas filiações religiosas, mas disse que os 20 egípcios "ainda estão detidos" pelos captores. O Presidente do Egipto, Abdel Fattah al-Sisi convocou para domingo uma reunião de emergência do comité de segurança, composto pelo próprio Presidente, os ministros da Defesa e do Interior e as principais figuras militares do país. Foi este grupo que, no ano passado, negou as notícias que davam conta de ataques aéreos do Egipto contra islamitas na Líbia. O Egipto declarou também sete dias de luto nacional. #Religião #Terrorismo