Militantes jihadistas do Estado Islâmico (ISIS) queimaram até à morte 45 pessoas na cidade iraquiana de al-Baghdadi, no Oeste do país, revelou o chefe da polícia local. Segundo informam vários meios de comunicação internacionais, Qasim al-Obeidi disse desconhecer ainda quem são as vítimas e porque foram assassinadas, mas revelou que algumas podem ser membros das forças de segurança e seus familiares. Guerrilheiros do Estado Islâmico tomaram controlo da maior parte da cidade, próxima da base aérea de Ain al-Asad, na semana passada. As autoridades locais revelaram que um complexo onde vivem as famílias dos agentes de segurança está sob ataque e pediram ajuda ao governo e à comunidade internacional.

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O estado de guerra que se vive naquela zona e o fraco sistema de comunicações têm dificultado a tarefa das agências noticiosas que tentam confirmar estes relatos. Esta não seria a primeira vez que o ISIS utilizaria o fogo para matar, uma vez que já o fez com um piloto jordano que havia sido capturado após o seu F-16 se ter despenhado. Uma morte que gerou uma musculada reacção da Jordânia.

A cidade de al-Baghdadi tinha estado cercada pelos militantes do Estado Islâmico durante meses, antes de ter sido finalmente tomada na passada quinta-feira. Era uma das poucas cidades ainda controladas pelo governo iraquiano na província de Anbar, onde o ISIS, aliado com os sunitas, lançou uma ofensiva em Janeiro de 2014.

Na sexta-feira, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse aos repórteres que a tomada de al-Badhdadi representava o primeiro avanço no terreno dos jihadistas nos últimos meses.

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A cidade fica a apenas oito quilómetros da base áerea de Ain al-Asad, onde cerca de 320 militares norte-americanos estão a treinar tropas da 7.ª Divisão do Exército Iraquiano. A base foi sexta-feira atacada por elementos do Estado Islâmico, entre eles alguns bombistas suicidas. As tropas iraquianas, com ajuda de aviões da coligação liderada pelos Estados Unidos, conseguiram conter o ataque.

Estas notícias surgem um dia após ter sido divulgada uma sondagem que revela que a maioria dos norte-americanos reprova a forma como a administração do Presidente Obama tem lidado com a ameaça do Estado Islâmico. Segundo o estudo de opinião, feito pela CNN, 57 por cento dos cidadãos americanos não concordam com a actuação presidencial neste caso. No final de Setembro, esse número era de 49 por cento. O documento revela ainda que os norte-americanos estão cada vez mais receptivos à possibilidade de o país enviar tropas para o terreno. Ainda assim, a opinião pública está dividida ao meio, nesse aspecto. A esmagadora maioria (78%) considera ainda que o Congresso deve dar ao Presidente autoridade para combater o ISIS. #Terrorismo