O grupo radical auto-denominado Estado Islâmico queimou este sábado (dia 21 de Fevereiro) 43 pessoas vivas. As vítimas eram habitantes da zona de Al Bagdadiya, numa província no ocidente do Iraque, chamada Al Anbar. As informações foram avançadas pela agência de notícias EFE, tendo por base uma fonte da segurança. Segundo a mesma agência, as vítimas teriam sido raptadas há mais de uma semana pelo grupo terrorista.

As vítimas eram sobretudo polícias e também alguns elementos dos Conselhos de Salvação, aquela que é a milícia pró-sunita na zona. Os sequestrados foram presos numa jaula, antes dos membros do grupo radical terrorista lhes pegarem fogo.

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Esta execução é semelhante ao assassinato do piloto jordano, cujo vídeo foi divulgado há algumas semanas. Muaz Kasasbeh foi também preso numa jaula que se encontrava ao ar livre, antes de lhe ser ateado fogo. Esta execução acabou por desencadear a vingança da Jordânia que executou, no dia seguinte, a jihadista detida, cuja libertação tinha sido exigida pelo Estado Islâmico. O piloto tinha sido raptado em Dezembro de 2014 e teria sido executado no início de Janeiro, embora o vídeo da sua execução só tenha sido divulgado em Fevereiro.

Já durante esta semana, na terça-feira, dia 17, o Estado Islâmico executou outras 45 pessoas, usando o mesmo método. Entre essas mortes estavam também agentes da polícia e, mais uma vez, membros dos Conselhos de Salvação. Esta província de Al Anbar, no Iraque, está a ser controlada por militantes do grupo extremista Estado Islâmico na maioria do seu território.

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A zona onde habitavam as vítimas, Al Bagdadiya, era uma das poucas cidades da província que não estava sobre domínio dos jihadistas, mantendo-se sob o poder do governo iraquiano.

A aliança internacional contra o Estado Islâmico é actualmente liderada pelo governo norte-americano, que enviou 300 militares para uma base a 15 quilómetros do local onde foram sequestradas estas pessoas que foram hoje executadas. Essa base norte-americana sofreu várias tentativas de ataque nos últimos dias, porém todas elas falharam. #Religião #Terrorismo