O governo dos Estados Unidos da América confirmou a morte da refém norte-americana raptada pelo grupo auto-denominado Estado Islâmico em 2013. Kayla Jean Mueller encontrava-se a trabalhar com os Médicos Sem Fronteiras, na Síria, quando foi capturada pelo grupo extremista. A Casa Branca confirmou nesta terça-feira a sua morte.

O governo norte-americano emitiu hoje um comunicado em que lamenta a morte de Kayla Jean Mueller. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, afirmou que irá reunir todos os esforços para encontrar e levar à justiça os responsáveis pelo sequestro e morte da jovem de 26 anos capturada pelos terroristas em Agosto de 2013.

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Para descrever o grupo terrorista Obama usou no mesmo comunicado os adjectivos "odioso e repugnante".

Segundo a Casa Branca, a família da jovem recebeu uma mensagem na passada sexta-feira, dia 6, em que o grupo afirmava que a jovem tinha morrido vítima de bombardeamentos e ataques aéreos levados a cabo pela coligação, nomeadamente pela Jordânia, em Al-Raqa, norte da Síria. A informação, porém, suscitou muitas dúvidas e não foi ainda confirmada, tendo a Jordânia afirmado que não passava de mera propaganda do grupo extremista.

As autoridades norte-americanas confirmaram hoje à família de Kayla Jean Mueller a morte da jovem. Os pais de Kayla, que mantiveram a esperança até ao último momento de que a sua filha estaria viva, emitiram já um comunicado dando a informação de que tiveram a confirmação da morte.

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Nesse comunicado salientaram a solidariedade da jovem que se dedicava ao auxílio humanitário, tendo dedicado a vida a apoiar causas de solidariedade e a ajudar quem mais necessitava. Foi uma dessas acções humanitárias que a levou até à Síria, onde havia de ser raptada em 2013.

Segundo declarações da família da jovem à CNN, desde que Kayla Jean Mueller terminou o ensino universitário em 2009, sempre se dedicou a participar em missões humanitárias. Esteve presente no Norte da Índia, em Israel e em território palestiniano. Quando foi sequestrada, estava a trabalhar como voluntária numa organização não-governamental originária do Arizona. #Terrorismo