Segundo o observatório da Síria para os Direitos Humanos, a maioria destes mortos são do Estado Islâmico e da Al-Qaeda mas também se lamentam 62 civis. Os Estados Unidos começaram uma ofensiva aérea há cerca de cinco meses, em território sírio. Os bombardeamentos aéreos já terão morto cerca de 1600 pessoas. Na sua maioria são elementos ligados ao grupo terrorista.

As informações foram divulgadas pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, contemplando dados desde Setembro de 2014, quando os Estados Unidos deram início a uma ofensiva militar contra o #Terrorismo. No número de mortes documentadas, encontram-se 62 civis apanhados nos bombardeamentos norte-americanos.

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A grande maioria dos mortos trata-se de membros do grupo radical auto-denominado Estado Islâmico. Desde o final de Setembro foram mortos quase 1500 militantes deste grupo terrorista. Juntando a estes números, estão também mais de 70 pessoas com ligações à Frente de Al-Nusra.

A Frente de Al-Nusra, também referenciada várias vezes como Jabhat al-Nusra, é uma milícia islâmica de orientação sunita e jihadista. O grupo existente desde 2012, passou a integrar várias forças da oposição síria. No ano de 2013, esta organização jurou lealdade à Al-Qaeda. Considera-se que é o braço da Al-Qaeda na Síria. Foi a partir deste grupo que surgiu o que actualmente se auto-denomina Estado Islâmico, em 2013. O Estado Islâmico acabou depois por se separar deste braço da Al-Qaeda. Foi então instaurado um califado na Síria e no Iraque.

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O califado é uma forma islâmica e monárquica de governo, chefiado por um califa, cuja figura se trata de uma sucessão do profeta Maomé no que diz respeito à autoridade política.

No dia 23 de Setembro de 2014, os Estados Unidos anunciaram a coligação com alguns estados árabes, para combater o terrorismo e os grupos radicais da zona. A ofensiva contra o Estado Islâmico foi uma expansão das operações encabeçadas pelas forças norte-americanas no Iraque, mas agora numa coligação maior. A União Europeia pretende também criar uma aliança que una os países europeus e muçulmanos contra o Estado Islâmico. Este projecto faz parte de uma série de medidas levadas a cabo após os ataques em Paris.