Durante uma conferência de imprensa com o Presidente da Hungria, Viktor Orban, o presidente russo afirmou que os EUA estão a armar a Ucrânia. Embora Putin não tenha apresentado provas, ter-se-á referido não só a movimentos militares do passado recente, principalmente da NATO mas também a soldados americanos em Mariupol, leste da Ucrânia, e adiantou que "a maior parte das tropas ucranianas não querem uma guerra fratricida". Vladimir Putin, em Bucareste, disse-se "optimista" sobre a Ucrânia, mas realça a Kiev que o fim da guerra só é possível sem a solução militar. Putin reconhece ainda ter havido uma diminuição da actividade militar desde o estabelecimento do acordo, e apela aos soldados ucranianos pró-Rússia colocados a leste da Ucrânia que se rendam, esperançoso que o cerco dos ucranianos fiéis ao governo não os impeçam de regressar a casa nem que "os  lideres ucranianos não interfiram na rendição dos soldados", pediu Putin em Budapeste.

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Putin refere o que analistas estrangeiros, avisos na imprensa e o próprio general-chefe da NATO tinham demonstrado: o armamento da Ucrânia. O comentador internacional, Craig Roberts, tinha avisado no seu site, que este acordo de Minsk não poderia ser aplicado sem a resistência dos EUA, por estes estarem empenhados em continuar a armar a Ucrânia, apesar das críticas de países centrais na Europa como a França e a Alemanha e agora a Noruega.

Mas mais significativo do que o comentário de um ex-conselheiro do executivo de Reagan, é o próprio depoimento do chefe da NATO na Europa, Jens Stoltenberg, que terá, ainda antes da assinatura de Minsk, proclamado um aumento dos efectivos militares de 13 mil soldados para 30 mil soldados, internacionalizando o conflito na altura referindo-se apenas a uma equipa multinacional de combatentes europeus.

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Mas implicando um envolvimento dos EUA porque, desde a logística à política, esta organização não deixa de representar os interesses dos EUA.

Putin ter-se-à referido no passado ao armamento ucraniano pelo exterior, como uma "Legião NATO" que demonstrava uma estratégia para consolidar objectivos estratégicos e dissuadir a Rússia na participação desses interesses. Mas a pacífica Noruega, segundo noticias recentes, recusa-se a fornecer armas à Ucrânia como seria vontade de Obama e dos EUA, segundo declarações do primeiro-ministro norueguês, juntando-se a países como a França, Itália, Espanha e Finlândia que também rejeitaram a via militar para o "conflito".