O governo Paquistanês afirmou oficialmente que recolheu de um interrogatório a um líder do ISIS, Yousef al-Salafi, a informação que "o ISIS é financiado pelos EUA", portanto, pela administração Obama. A fonte paquistanesa informou que o interrogado/detido do ISIS estava a tentar entrar no Paquistão - sob ordens americanas - para recrutar jovens paquistaneses para lutarem na Síria como rebeldes sírios. O líder do ISIS estaria, segundo as autoridades paquistanesas, a oferecer 600 dólares a cada recruta paquistanês.

Por isto e mais uma vez, vozes da comunidade internacional e da imprensa têm vindo a denunciar a evidência de os EUA estarem a usar o ISIS para o seu interesse próprio. Os EUA combateram o ISIS no Iraque e não na Síria, onde têm interesses acentuados; o objectivo será branquear a ideia que estavam a financiar o ISIS criando uma "distracção" no Iraque, mas não na Síria. Porque se espera que Assad da Síria caia, para beneficio dos EUA.  Já no passado Obama recusou ao Egipto, quando este lhe pediu, apoio para neutralizar o ISIS. Mais hipocritamente Obama está a trabalhar com a Turquia, que é apoiante do ISIS. Os EUA financiam também a Frente Armada Síria - rebeldes que combatem Assad - pois, assim que derrubado, os islamitas e a Turquia dominarão o Médio Oriente.

Isto demonstra mais uma vez a convicção generalizada na comunidade internacional, e principalmente no mundo muçulmano do Médio Oriente, que o ISIS não é um grupo genuinamente Islâmico, como salientou recentemente, em entrevista à norte-americana ABC, a vice-presidente iraniana: "há uma certa agência de inteligência por trás deles", referindo-se à CIA. Até porque, quando George Bush invadiu o Iraque para proteger os cristãos e derrubar a opressão de Saddam, não estava a fazer mais do que abrir perversamente as portas para o ISIS se constituir.

Isto demonstra que os EUA estão a perseguir os cristãos no Médio Oriente, apoiando directamente e indirectamente (através de aliados) as nações e organizações que financiam e apoiam o ISIS. É que, feitas as contas, o que os terroristas querem é destruir o cristianismo. Yousef al-Salafi estava no Paquistão com objectivos premeditados: constituir um estado Sharia, que como se sabe leva ao extermínio da população cristã, e proibe direitos ás mulheres.