As forças especiais americanas podem entrar em combate, já na primavera, contra o Estado Islâmico. O Ministro da Defesa dos Estados Unidos não confirma nem desmente este assunto mas assume que essa decisão vai ser tomada pelos comandantes militares no terreno. Ashton Carter diz estar sempre disponível para receber conselhos vindos dos comandantes militares sobre a melhor forma de conseguir alcançar o sucesso. A operação veio a público inesperadamente, e com bastantes detalhes, pelo que Carter desmarcou-se da fuga de informação. O anúncio não foi feito pelo responsável pela defesa, nem tão pouco pelo pentágono, mas sim por um comandante que pediu o anonimato.

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A operação contra o Estado Islâmico, prevista para esta primavera, deverá ser feita por vinte a vinte e cinco mil tropas iraquianas e também pelos soldados do Curdistão. O objetivo é retomar a cidade de Mossul, a segunda mais importante do Iraque. Nesta batalha, os iraquianos e os curdos vão ser apoiados pelos assessores americanos que, neste momento, treinam pela força aérea americana, que vai proceder a intensos bombardeamentos, e eventualmente pelas tropas especiais dos Estados Unidos.

O fato da notícia ter sido divulgada chocou a oposição no Congresso. As operações militares nunca são conhecidas para que não seja dada informação ao inimigo. De acordo com o Congresso, o anúncio público do ataque pode, claramente, vir a pôr em perigo a vida de todos os americanos, especialmente aqueles que irão combater, pelo que consideram ter sido um erro e esperam que o mesmo não venha a trazer complicações para os Estados Unidos.

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Se o presidente norte-americano olhar neste momento para as sondagens, provavelmente as tropas especiais americanas vão entrar em combate na próxima primavera, visto que mais de metade dos americanos considera o Estado Islâmico uma ameaça muito perigosa para a segurança nacional, e entende também que até ao momento, Barack Obama não tem tido uma estratégia capaz confrontar esta organização terrorista.