É oficial: o prolongamento do programa de ajuda financeira à Grécia foi aprovado, esta manhã, no parlamento alemão. Em causa, tal como referiu o responsável pela pasta das Finanças, Wolfang Shäuble, está a necessidade de "manter a Europa unida". Agora, é necessário que a proposta de estender, em quatro meses, a assistência à Grécia seja também aprovada por outros países, como é o caso da Holanda ou da Estónia, mas também do parlamento helénico.

De acordo com as agências internacionais, a proposta de prolongar o auxílio à Grécia recebeu apenas 32 votos contra e um total de 13 abstenções, significando isto que a vasta maioria dos 542 deputados que constituem o parlamento alemão se mostraram receptivos à medida. Um dos motivos poderá estar na intervenção de Wolfang Shäuble que, antes do momento de votação, fez alusão aos problemas que surgiriam no caso de o governo helénico se ver forçado a abandonar o Euro.

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Em declarações captadas pela Reuters, o ministro das Finanças afirmou ser um dever dos alemães "fazer todos os possíveis" para que a Europa se mantenha "unida" e acrescentou que o que estava em causa, através da votação, era apenas a possibilidade de dar "um tempo extra" para que o executivo liderado por Alexis Tsipras pudesse concluir o seu "programa". Uma possibilidade que o Bundestag acabou hoje por aprovar, ainda que perante algum cepticismo relativamente à capacidade, por parte da Grécia, de assegurar os seus compromissos, refere a imprensa internacional.

A possibilidade de o governo helénico ver autorizada uma extensão do resgate financeiro está, neste momento, dependente da aprovação, em sede parlamentar, de alguns estados-membros como a Estónia e a Holanda. Mas também os deputados gregos terão que se pronunciar sobre o prolongamento, em quatro meses, do programa de ajuda financeira ao seu país, em data ainda a definir.

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Um cenário que, todavia, poderá não estar facilitado, já que, em declarações à agência Bloomberg, o ex-membro da Comissão Europeia Jens Bastian acredita que o executivo grego encontrará "oposição dentro do próprio partido", o Syriza, no momento de votação. Recorde-se que alguns membros desta formação política, actualmente no governo, têm vindo a manifestar a sua insatisfação relativamente ao resultado produzido pelas negociações entre o ministro das Finanças helénico, Yanis Varoufakis, e o Eurogrupo.