A Comisíon Nacional de Mercados Y Competencia (CNMC) de Espanha concluiu que as petrolíferas Galp, Repsol, Cepsa, Disa e Meroil estavam a praticar preços combinados na venda de combustíveis. Assim sendo, foram aplicadas multas às empresas envolvidas que no total ultrapassam os 32 milhões de euros. A Repsol, que também opera no mercado português, foi a empresa que recebeu a maior multa num valor aproximado de 20 milhões de euros, ao passo que a Galp foi a que teve o valor aplicado mais baixo, a rondar os 800 mil euros. Para além de combinarem preços, as petrolíferas foram também acusadas de partilhar informações privilegiadas entre si, para obterem lucros inflacionados no mercado espanhol.

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Ao que tudo indica, os cinco membros que componham o conselho do órgão espanhol designados para este caso não chegaram a consenso, pois a condenação foi aprovada por três membros. O processo em causa tinha como objetivo provar que as empresas envolvidas tinham um pacto para baixar os preços dos combustíveis na segunda-feira, antes de serem reportados os preços médios à Comissão Europeia e nos dias posteriores voltavam a aumentar os preços. As provas que constavam no processo eram referentes a trocas de e-mails entre gestores de topo das petrolíferas em causa, que foram apreendidos nas buscas realizadas, pela autoridade da concorrência espanhola, entre os dias 22 e 23 de Julho de 2013.

A Galp Energia já reagiu a estas notícias indicando que até ao momento ainda não receberam qualquer notificação sobre a conclusão do processo.

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No entanto admitiram que a empresa se encontra associada a processos de contraordenação em Espanha, tal como todos os restantes grandes operadores do sector e que tem colaborado de forma voluntária prestando todos os esclarecimentos necessários, bem como na apresentação de toda a documentação que tem vindo a ser solicitada.

O mercado dos combustíveis há muito que tem vivido com suspeitas semelhantes em Portugal, mas a diferença é que no nosso país nunca se conseguem encontrar evidências explícitas de que as empresas petrolíferas praticam preços combinados entre si. #Justiça