Goodluck Jonathan é presidente da Nigéria e quer recandidatar-se ao cargo. As #Eleições deveriam acontecer este mês mas tiveram de ser adiadas. Motivo: o Boko Haram. Este grupo, a par com o Estado Islâmico, são as duas organizações terroristas mais faladas do momento. O Boko Haram, que traduzido para português significa algo como "a cultura ocidental é infiel", existe há mais de seis anos e já causou 13.000 mortos.

O grupo controla todo o nordeste do país e já fez inúmeras incursões até aos Camarões, já que para eles não existem fronteiras. Nem fronteiras e, pelos vistos, forma de os parar. São originários da região de Boro.

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O governo nigeriano nada consegue fazer contra este grupo de guerrilheiros, que retira grande parte do seu lucro da atividade negreira. O tráfico de escravos é uma constante e, para se moverem, utilizam as antigas rotas de caravanas.

O presidente adiou as eleições afirmando que não conseguia deter o grupo nem garantir um escrutínio pacífico à população. Já a oposição afirma tratar-se de um golpe dos militares. O setor da defesa é um dos mais corruptos do país e os militares da linha da frente encontram-se mal preparados para o combate contra um inimigo que é perito na realização de engenhos explosivos. Grande parte das suas táticas foram "copiadas" à forma de trabalhar da Al-Qaeda.

Alguns dos seus "trabalhos" mais visíveis foram o rapto de um grupo de 400 adolescentes de uma escola ou a utilização de crianças como bombistas-suicidas. As crianças utilizadas nestes ataques tinham idades compreendidas entre os sete e os nove anos e muitas delas não se aperceberam que levavam uma bomba junto de si.

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O último ataque deste género foi realizado por uma menina no mercado de Kasuwar Jagwal. Este mercado é dedicado à venda e reparação de telefones na capital económica do estado de Yobe, um dos três estados mais afetados pela organização que quer formar um califado.

Em entrevista recente, o presidente Goodluck Jonathan admite ter dúvida das capacidades do grupo que já controla uma boa parte do país. #Terrorismo