Num derradeiro esforço para chegar a acordo com os credores europeus e evitar a saída do Euro, o governo grego deverá pedir uma extensão do empréstimo. O pedido será entregue antes de sexta-feira, disseram à Associated Press fontes do governo de Atenas, que frisaram que esse pedido era apenas para o empréstimo e não para o programa de resgate. A decisão segue-se ao ultimato feito pelos ministros das finanças do Eurogrupo depois da reunião de segunda-feira ter falhado no objectivo de encontrar uma solução para o colapso grego. Os governantes disseram que a Grécia deve pedir uma extensão do programa até ao final da semana para que seja convocada uma nova reunião.

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Não é ainda claro se este pedido dos gregos se encaixará nos requisitos dos credores. Recorde-se que o recém-eleito governo de esquerda ganhou as eleições do mês passado com a promessa de renegociar a dívida. O acordo que os gregos haviam assinado previa um resgate de 240 mil milhões de euros, num empréstimo dos parceiros europeus e do Fundo Monetário Internacional, com a condição de que Atenas aplicasse medidas de austeridade.

O tempo para que as duas partes cheguem a acordo está a acabar. A parte europeia do programa de resgate termina no dia 28 de Fevereiro. O primeiro-ministro Alexis Tsipras disse que país não quer comprometer as negociações com os credores europeus e está a trabalhar para "um acordo honesto e benéfico para ambas as partes".

O falhanço das negociações de segunda-feira fez aumentar os receios de uma saída dos helénicos do Euro, apesar de os investidores ainda acreditarem numa solução.

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Atenas insiste que não pode pedir a continuação de um programa que considera errado e pediu um "acordo-ponte" que assegure que o país não enfrenta problemas de liquidez enquanto negoceia um novo acordo. "A salvação não chegará com uma extensão do erro", disse Tsipras durante um discurso no parlamento. "Não temos pressa e não nos vamos comprometer. Estamos, contudo, a trabalhar para encontrarmos um acordo honrado e benéfico para ambos - um acordo sem a austeridade que destruiu a Grécia nos últimos anos", acrescentou. Tudo o resto, concluiu o primeiro-ministro, "não é um acordo, mas sim uma rendição que iria terminar com a eutanásia do nosso país".

A Alemanha, o maior credor do resgate grego, tem insistido com a Grécia para que honre os seus compromissos. O ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, disse em Bruxelas não saber o que os gregos querem. "Muitos dos meus colegas perguntam-me: 'o que eles querem realmente? Têm mesmo um plano'", contou, respondendo: "não sei".

Apesar do insucesso nas negociações, os investigadores não estão a dar sinais de pânico. O mercado de acções europeu mantém-se estável, enquanto a bolsa grega caiu 2,5 por cento. No entanto, os juros da dívida grega subiram, num sinal que os mercados estão mais atentos a uma eventual bancarrota.