Transcrições de escutas telefónicas publicadas em Itália, revelaram que o ISIS está a ameaçar enviar 500.000 emigrantes para o mar, em centenas de barcos, como "arma psicológica" contra a Europa se houver uma intervenção militar contra eles na Líbia. Diante dos hediondos acontecimentos da praia da Líbia onde 21 cristãos foram impiedosamente assassinados e pelo simples histórico do ISIS, as autoridades italianas - através do Ministro italiano do Interior, Angelino Alfano - estão a convocar a comunidade internacional como sendo prioridade máxima o combate in loco na Líbia da ameaça ISIS. Como já aconteceu no passado, as autoridades italianas ficam alarmadas com a emigração líbia porque, neste massivo cenário de imigração, seriam milhares os que poderiam entrar em risco de afogamento e incapazes de lidar com serviços de salvamento eficazes. Mas simultaneamente trágico, serão os tumultos a que poderão chegar as cidades europeias se esta imigração se realizar.

O ISIS tem manifestado modos de guerrilha e intmidação invulgares não apenas na desestabilização politica nos países do norte de África, bem como no branqueamento cultural de outras religiões, como no referido repugnante assassinato de 21 cristãos. O objectivo é criar, segundo o próprio ISIS, massiva "guerrilha psicológica", que agora pode ser exportada para a Europa. O plano do ISIS é consolidar o seu controle sobre a Líbia e, em seguida, atravessar o Mediterrâneo escondendo verdadeiros terroristas entre os refugiados líbios que, ameaçados pelo ISIS e sua actividade bárbara, recorrem desesperadamente à emigração para a Europa.

A noticia caiu como um arrepio nos meios sociais e políticos, porque lembrou a "profecia" de Khadaffi que o "Mediterrâneo se vai tornar num caos". Mas na verdade é tudo planeado antecipadamente, pois analistas e académicos referem desde há anos (Global Strategic Trends, 2006 - 2036) a eventualidade da Europa não só se tornar proteccionista como fechar mesmo as portas a África, dadas as ameaças epidémicas (Ébola e HIV/SIDA), terroristas (Terrorismo islâmico/ISIS), militares (movimentos governamentais) e demográficas (massiva imigração) em África. Só em 2014 chegaram à Itália por barco 170 mil imigrantes líbios, e só na última semana foram quase 4.000 os resgatados em solo italiano.