O militante jihadista mascarado, conhecido como "Jihadi John", que tem sido retratado nos vídeos de decapitações de reféns ocidentais, já foi identificado pelas autoridades do Ocidente. Trata-se de Mohammed Emwazi, um homem britânico, nascido no Kuwait e com 20 e poucos anos. Vivia no oeste de Londres e era conhecido dos serviços de segurança do Reino Unido. As autoridades britânicas optaram por não divulgar o nome do terrorista mais cedo por razões operacionais.

Mohammed Emwazi apareceu pela primeira vez num vídeo de Agosto do ano passado, sendo o responsável pela decapitação do jornalista americano James Foley. Julga-se que terá igualmente aparecido nos vídeos das decapitações do jornalista norte-americano Steven Sotloff, do funcionário humanitário britânico David Haines, do motorista britânico Alan Henning e do funcionário humanitário americano Abdul-Rahman Kassig, também conhecido como Peter.

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Em cada um dos vídeos, o militante jihadista apareceu vestido com uma túnica preta, com o rosto tapado, excepto os seus olhos e a parte superior do nariz. Num sotaque britânico, provocou as potências ocidentais, antes de encostar a faca ao pescoço dos reféns, iniciando a decapitação. No início deste mês, Emwazi voltou a aparecer no vídeo em que o jornalista japonês Kenji Goto foi executado pelo mesmo método de decapitação.

Alguns reféns libertados pelo Estado Islâmico afirmaram que ele é um dos três jihadistas britânicos responsáveis pelos ocidentais sequestrados pelo grupo terrorista na Síria. Receberam os apelidos "John", "Paul" e "Ringo" pelos seus prisioneiros e eram conhecidos colectivamente como "The Beatles". É aliás esse o nome dado à célula do Estado Islâmico na Síria.

Mohammed Emwazi é londrino, para onde foi viver aos seis anos de idade, com formação universitária em Tecnologias da Informação.

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Quem o conhecia diz que gostava de vestir roupas de marca e que seguia fielmente o Corão. Um dos seus amigos da altura era Bilal el-Berjawi, terrorista libanês, morto na Somália, em 2012. #Terrorismo