O governo japonês confiscou o passaporte de um fotógrafo que se dirigia para a Síria para fazer a cobertura do conflito armado. Segundo as autoridades, esta atitude prende-se com a necessidade de proteger a vida do fotógrafo, Yuichi Sugimoto. Esta medida foi tomada na sequência do vídeo em que um elemento do Estado Islâmico decapita o jornalista japonês Kenji Goto. O grupo jihadista ameaçou matar cidadãos japoneses onde quer que estejam.

Segundo afirmaram fontes governamentais em declarações à agência noticiosa japonesa Kyodo, é a primeira vez que esta situação acontece. Porém, existe uma disposição legal, com base na qual as autoridades actuaram, que prevê que possa ser confiscado o passaporte de um cidadão quando o objectivo é proteger a sua vida.

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O fotógrafo Yuichi Sugimoto critica duramente esta medida. Considera que, além do governo nipónico lhe retirar um direito e colocar em causa a sua liberdade, está a fazer mais do que isso, colocando também em causa a liberdade de expressão e de informação.

O fotógrafo freelancer de 58 anos já tinha trabalhado em zonas de conflito e garantiu que não iria entrar em zonas controladas pelo Estado Islâmico. O plano de Yuichi Sugimoto era viajar no próximo dia 27 para Istambul, tendo como guia o mesmo soldado que levou Kenji Goto - o jornalista japonês executado pelo Estado Islâmico - e lá fazer a cobertura da situação nos campos dos refugiados e noutros locais.

O governo japonês ficou a saber da sua intenção de viajar para a Síria através de uma entrevista dada pelo fotógrafo a um meio de comunicação local e decidiu confiscar-lhe o passaporte por razões de segurança.

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Após o assassinato dos dois reféns japoneses pelo Estado Islâmico, o governo japonês reforçou as medidas de segurança dentro e fora do país, para assim proteger os seus cidadãos. O fotógrafo impedido de viajar afirma que sempre tomou conhecimento das medidas de segurança e que não colocaria a sua vida em risco. Esta situação acende o debate sobre a segurança e a liberdade de expressão. #Terrorismo