Um grupo de 'jihadistas' destruíram dezenas de estátuas e outras relíquias de um Museu em Mossul, no Iraque. Algumas das quais eram do período assírio (VIII a VII A. C.). Foi divulgado ainda um vídeo que mostra diversos terroristas a partirem várias estátuas e outras peças. Várias bibliotecas e livrarias também foram incendiadas e alvo de ataques e, como consequência, milhares de livros e manuscritos raros acabaram destruídos. É, segundo a UNESCO, "um dos actos mais devastadores de destruição de colecções de bibliotecas na #História da humanidade".

A UNESCO convocou uma reunião, para tentar travar esta situação, ao conselho de Segurança da ONU e, segundo a Directora-geral Irina Bokova, "Esta tragédia é mais do que um assunto cultural. É uma questão de segurança vital e vemos bem como os terroristas usam a destruição do património como estratégia de terror, para desestabilizar e manipular populações e garantir a sua dominação." O objectivo destes ataques terroristas poderá também ser o de erradicar todo o conhecimento existente antes do Islamismo, dificultar a existência ou difusão de outras religiões. Segundo os extremistas: "Tudo o que é anterior ao Islão, deve ser eliminado. Só o que veio com a fé muçulmana é que pode viver e ser preservado." Dizem ainda que "apenas cumprem ordens".

Começa-se a temer por outras relíquias históricas. Já correm rumores na Internet e em várias fontes da imprensa internacional de receio por futuros possíveis ataques dos terroristas jihadistas, nomeadamente, às pirâmides e a outros túmulos do Egipto. Este atentado contra o património cultural relembra ainda acontecimentos semelhantes de grupos extremistas, como foi o caso da recente demolição dos Budas de Baliyan pelos Talibãs em 2001, ou a destruição das relíquias históricas do museu de Cabul e em conflitos recentes no Mali, Libia e Síria. Segundo os arqueólogos, a destruição dos artefactos históricos ocorreu na passada quarta-feira e as perdas são de um valor incalculável, uma verdadeira catástrofe cultural. #Terrorismo