Pouco mais de um mês depois dos horrendos ataques terroristas vividos em França, este sábado um homem, alegadamente ligado ao Islão, matou uma pessoa e feriu três polícias, num tiroteio dirigido a um centro cultural onde se homenageavam os cartoonistas do Charlie Hedbo assassinados no início do ano, por radicais islâmicos. Para essa homenagem, foram convidados o embaixador de Paris em Copenhaga e um cartoonista sueco, Lars Vilks, conhecido por ter caricaturado, de uma forma polémica e variadas vezes, o profeta Maomé, em 2007.

O colóquio sobre “a liberdade de expressão, arte e blasfémia”, que tinha como principal objectivo relembrar os jornalistas do Charlie Hebdo e todos os que defendem incondicionalmente a liberdade de imprensa, terminou de forma bárbara.

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Alegadamente um homem de “aspecto árabe” tentou entrar no centro cultural com o mesmo objectivo que os terroristas de Paris, matar todos os que participavam no debate. Sem ter conseguido entrar, devido à carga policial presente no local, o terrorista disparou do exterior, matando uma pessoa. Apesar dos três polícias que protegiam o local, pois este evento era considerado de alto risco devido a represálias, o terrorista conseguiu fugir depois de um longo tiroteio, ferindo os três agentes.

Com o criminoso ainda em fuga, todo o país está em alerta máximo e os policiais estão na rua, à semelhança do que aconteceu há um mês atrás, em França. “ O nosso país foi alvo de um ataque terrorista cínico. Há fortes indícios de que este atentado possa ter um carácter político e religioso”, afirmou em comunicado a primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt.

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As reacções internacionais não demoraram a surgir, mostrando na generalidade uma total repulsa em relação ao ataque e solidariedade para com os dinamarqueses, com principal destaque para o presidente francês François Hollande.

Segundo os órgãos de comunicação locais, o principal objectivo deste ataque era assassinar o cartoonista sueco Lars Vilks, que, em 2007, caricaturou por diversas vezes Maomé, muitas vezes representando-o com uma figura de um cão. Desde essa polémica, o jornalista tem sempre segurança apertada, pois já por diversas vezes o tentaram atacar, em vários países. Os ataques aos mais corajosos, que não têm medo de expressar as suas opiniões, continuam em pleno coração da Europa. #Religião #Terrorismo