Na passada terça-feira, o ISIS foi acusado de ter raptado mais de 150 cristãos das aldeias sírias. Em declarações à Reuters, Bassam Ishak, responsável por uma organização cristã que reúne os interesses de várias ONGs, referiu que foi detectada a falta de pelo menos 150 pessoas, "incluindo mulheres e velhos". O Times também anunciou que 90 cristãos sírios tinham sido raptados na aldeia de Tal Tamr, segundo divulgação do Observatório Sírio/britânico para os Direitos Humanos.

As mesmas fontes sustentam que os raptos foram realizados quando os guerrilheiros islâmicos faziam rusgas nas aldeias habitadas pela minoria cristã de Hasaka, uma cidade dominada pela minoria curda.

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A Síria está a retaliar contra o ISIS, principalmente através da minoria curda com apoios americanos e iraquianos, e realizou recentemente - no domingo passado - dois ataques contra os islâmicos, no nordeste da Síria, que faz fronteira com o Iraque (controlado pelo ISIS) e onde se cometeram os crimes contra a minoria Yazidi em 2014. Na internet surgiram fotografias de Tel Tamr, local onde os guerrilheiros islâmicos exibem armas e demonstram actividade militar, e de onde desapareceram, pelo menos, centena e meia de cristãos.

A conspiração do silêncio que tem envolvido os media acerca da perseguição de cristãos foi quebrada recentemente com a morte de 21 cristãos assassinados na Líbia. Até então mesmo os avisos e a condenação do Vaticano não tinham sido suficientes para quebrar aquilo a que Steve Quayle, escritor e comentador, referiu ser uma "conspiração de silêncio pelos milhares de cristãos mortos, perseguidos, deslocados e refugiados em todo o mundo".

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Hoje a agenda mediática incide e está atenta à martirizarão de cristãos. Mas não será já tarde, depois das milhares de  vitimas que as guerras fizeram nos últimos anos?

A guerra no norte da Síria, em que forças curdas e grupos pró-Assad combatem o ISIS, já conseguiu fazer recuar os guerrilheiros islâmicos para o seu quartel general em Raqqa. Mas estes movimentos bélicos curdos estão também a fazer deslocar a população. Um residente de Hasaka referiu que são aos milhares os cristãos e árabes beduínos que chegaram recentemente das aldeias vizinhas à procura de segurança. #Religião