Militantes do Estado Islâmico (ISIS) na Síria têm vindo a procurar ajuda médica para melhorar o seu desempenho sexual e submeter as mulheres a práticas sexuais "brutais e anormais", de acordo médicos locais. Em entrevista ao grupo activista Raqqa Está a Ser Massacrada Silenciosamente, situado na verdadeira capital do grupo terrorista, os profissionais de saúde revelaram anonimamente os depravados impulsos sexuais dos jihadistas. Apesar de dizerem ser extremistas Islâmicos ultra-conservadores, muitos dos guerrilheiros gastam parte do seu salário em lingerie sexy para as suas companheiras e para as centenas de jovens mulheres e crianças que raptaram e mantêm como escravas sexuais.

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"Uma grande parte dos membros do ISIS tem anomalias sexuais e tem um brutal desejo instintivo para o sexo", lê-se no relatório feito pelo referido grupo.

O documento prossegue com uma lista de motivos pelos quais as mulheres mais jovens e as raparigas temem os avanços sexuais veementes dos militantes, dizendo que muitas delas receiam mesmo sair de casa, devido ao comportamento dos guerrilheiros do ISIS, que ameaçam submetê-las "a práticas sexuais de natureza brutal e anormal". Outras perversões mencionadas no relatório incluem "a compra de roupa interior ousada para as suas mulheres, a procura desesperada de "comprimidos azuis" para aumentarem a sua força para terem mais sexo e relatórios médicos que detalham lesões causadas a mulheres pelos actos sexuais violentos dos guerrilheiros.

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Os activistas denunciam ainda que os membros do ISIS raptam várias mulheres para satisfazerem os seus desejos sexuais e passam muito tempo à procura de sabaya (mulheres e crianças, algumas com menos de 10 anos, que são vendidas como escravas sexuais). Os quase constantes raptos e ataques sexuais fazem com que muitas mulheres de Raqqa tenham medo de sair e andar na rua. "As casas tornaram-se nos seus actuais túmulos, por causa do medo de caírem nas mãos dos soldados do Califado", diz o relatório.

O trabalho do grupo activista sobre a forma como os militantes do ISIS tratam as mulheres foca-se particularmente nos terroristas que estão a obrigar as mulheres locais a casarem com eles. Recordemos que o primeiro acto do grupo, depois de ter tomado a cidade de Raqqa, no ano passado, foi "reprimir as mulheres" e lançar uma "vigorosa busca de mulheres" para os combatentes do Estado Islâmico. Há vários motivos para estes casamentos: em primeiro lugar, ligar os terroristas, muitos deles estrangeiros, às famílias locais; em segundo para criar uma ligação ao local, atribuindo-lhes responsabilidades familiares que farão com que seja mais complicado para os militantes desertarem ou abandonarem o grupo terrorista.

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O relatório alerta que a organização jihadista quebrou algumas tradições locais, como o casamento das jovens com primos ou outros familiares, como forma de manterem os laços familiares. Com o ISIS a exigir que as mulheres se casem com os seus membros, muitas ficam num estado totalmente miserável, nalguns casos suicida. Os militantes pagam um dote de entre 2.500 e 6.000 euros por cada casamento, dependendo se a mulher é da cidade ou das aldeias vizinhas.

O grupo activista divulga diariamente a actividade dos jihadistas na Síria. Entre as últimas notícias, há relatos de uma mulher grávida ter sido alvejada pelo ISIS e de nova regras mais estritas da organização terrorista contra o uso de telemóveis e tabaco. #Terrorismo