Mário Nunes tem 21 anos, estava ao serviço da Força Aérea Portuguesa em Beja e desapareceu para combater o Estado Islâmico. No dia 10 de Fevereiro, numa publicação do Facebook, dava conta que tinha entrado para o YPG no Curdistão, uma organização armada que terá mais de sessenta e cinco mil combatentes na luta contra o governo Sírio de Bashar al-Assad e o Estado Islâmico. Sabe-se que Mário Nunes terá dito aos colegas que ia de férias para a Alemanha e à avó materna disse que ia ter com a mãe a Sagres. A força área confirma que um militar da Base Aérea n.º 11, em Beja, se ausentou do serviço a partir do dia 14 de Fevereiro, ficando assim na situação de ausência ilegítima.

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Nos termos da lei, passado o tempo previsto que são dez dias, esta deixa de ser uma questão do foro disciplinar para passar a ser uma questão do foro criminal.

O soldado esteve em 2012 na Turquia e no Iraque. De lá terá vindo com uma tatuagem em árabe onde se lia: "morte aos americanos". Quando confrontado pelos colegas militares em Portugal, afirmou sempre que era contra o Islamismo e que a tatuagem servia apenas para despistar.

Ainda na altura dos ataques ao jornal satírico francês Charlie Hebdo, Mário Nunes manifestou-se por diversas vezes revoltado contra os radicais islâmicos, pelo que esta atitude espanta os seus colegas. Em entrevista, o Coronel Rui Roque, Porta-voz da Força Aérea Portuguesa, que esclareceu que este militar se encontra numa situação de deserção.

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Refere ainda que o comportamento de Mário Nunes era completamente normal e que tinha uma atitude correta para com o serviço, pelo que este acontecimento é inesperado.

O Jornal de Notícias publicou um artigo que contradiz a opinião do Porta-voz da Força Aérea Portuguesa e revela que o soldado, natural de Portalegre, vinha de uma família desestruturada, tendo em conta que os pais se tinham divorciado há vários anos. A mãe terá já ligado para a base aérea de Beja à procura do filho e o pai tem desesperadamente tentado contactá-lo, contudo até agora, nunca atendeu o telemóvel. #Terrorismo