As Forças Armadas da Ucrânia poderão convocar todos os cidadãos do sexo feminino com idade entre 20 e 50 anos para se juntarem à luta contra os separatistas pró-russos em regiões do leste do país, disse à agência de notícias ucraniana Unian Vladislav Seleznev, porta-voz do alto comando das forças armadas do país. A ex-república soviética tem sido duramente pressionada nos seus recursos para combater os separatistas pró-Rússia em Donetsk e Luhansk, desde que os combates eclodiram nestas regiões entre estes dois grupos pró-UE e pró-Russia, ambos recém-formados há cerca de um ano.

O Ministro das Finanças ucraniano, Natalya Yaresko, calcula que a guerra está a custar à Ucrânia 10 milhões de dólares por dia. Ministros das finanças europeus concordaram em emprestar à Ucrânia 1,5 bilião de euros a contabilizar ao programa de empréstimo de 1,5 bilião de euros acordado pela UE e Ucrânia em Março passado. O Ministério das Finanças estima que a guerra tenha deprimido a economia da Ucrânia em 20%.

Apesar do evidente colapso económico, o governo de Kiev não se mostra disponível para controlar a despesa militar como medida de combate à depressão económica. Pelo contrário, manifestou-se disponível para convocar para o serviço militar mais efectivos, desta vez os cidadãos do sexo feminino com mais de 20 anos. O plano do Governo de Kiev, é aumentar o seu contingente militar para reforçar os serviços de segurança nacionais e cumprir o seu plano de mobilizar 200.000 ucranianos até ao final de 2015.

O governo ucraniano tem sido pressionado por forças estrangeiras para evitar as negociações de paz com a Rússia. Entre elas estão os Estados Unidos, que reforçaram o seu apoio militar à Ucrânia e à União Europeia. A escalada para a guerra na Ucrânia é evidente. Embora a antipatia diante das sanções da UE à Rússia comece a criar dividendos políticos nos eurocépticos que se opõem à sistematização europeia, a União Europeia persiste em manter as sanções à Rússia com os conhecidos custos desastrosos para os europeus. Em Espanha, Grécia, França, Itália, Inglaterra e Alemanha, e com focos bem identificados na generalidade dos outros países, como Portugal, é cada vez mais evidente e manifesto o descontentamento face à Europa e à moeda única.