Militantes do estado islâmico divulgaram um novo vídeo mostrando o que alegam serem as execuções de 21 cristãos egípcios sequestrados na Líbia. O vídeo foi publicado na conta do Twitter de um site que apoia os jihadistas. Os cristãos nativos do Egito são mostrados no vídeo vestindo macacões laranja, com as mãos amarradas atrás das costas, forçados por jihadistas vestidos de preto. Os homens egípcios são então forçados a ajoelhar antes de serem decapitados. Diversas imagens dos assassinatos circularam no Twitter.

Na legenda do vídeo de cinco minutos pode ler-se: "O povo da cruz, seguidores da igreja egípcia hostil". Antes das execuções, um dos militantes, com uma faca na mão, disse: "Segurança para vocês é algo a que apenas podem desejar".

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Após a divulgação do vídeo, o presidente egípcio, Abdel el-Sisi iniciou conversações de segurança urgentes. O governo egípcio anunciou sete dias de luto.

A primeira vez que os militantes publicaram as imagens dos 21 reféns foi na quinta-feira, na revista do grupo, Dabiq. Os homens teriam sido sequestrados na cidade líbia de Sirte em duas ocasiões distintas - sete em 31 de Dezembro e 14 em 3 de Janeiro. Mais tarde, na quinta-feira, as autoridades do Cairo começaram a evacuar todos os cidadãos egípcios que pretendiam regressar da Líbia, e reforçaram um alerta de viagem para o país vizinho. Ao mesmo tempo, o gabinete presidencial egípcio emitiu um comunicado prometendo resgatar os cidadãos sequestrados.

Os militantes do Estado Islâmico - um grupo originário na Al-Qaeda - controlam grande parte do território no Iraque e na Síria e operam em outras regiões instáveis do Médio Oriente, como Norte da África e Ásia, leste da Líbia e Península do Sinai do Egito.

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O grupo já tinha divulgado anteriormente execuções semelhantes de reféns jordanos, japoneses, americanos, britânicos e franceses, que também foram filmadas e publicadas nas redes sociais. O EI também diz ter executado centenas de civis em zonas controladas na Síria e no Iraque. Notícias recentes relatam a execução de dezenas de crianças iraquianas, enterradas vivas. #Religião #Terrorismo