O ministro da defesa japonês já confirmou que Kenji Goto, jornalista capturado em Outubro na Síria, foi decapitado por um elemento do Estado Islâmico. No vídeo divulgado na semana passada, o Estado Islâmico ameaçava matar Goto e o empresário Haruna Yukawa se o governo Nipónico não pagasse 200 milhões de dólares (cerca de 170 milhões de euros) no prazo de três dias. Para além do referido, exigia a libertação imediata da jiadista iraquiana, Sayida al Rishawi, condenada à morte. Yukawa foi morto quando o prazo acabou e agora foi a vez de Kenji Goto. Recorde-se que o grupo já tinha feito vários ultimatos, e o mais recente exigia o cumprimento das exigências até quinta-feira passada.

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Alguns chefes de Estado já reagiram à notícia da morte do jornalista. Barack Obama, François Hollande e David Cameron condenam a execução praticada pelo grupo extremista. O secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, emitiu um comunicado oficial onde condena este e todos os atos de #Terrorismo. O Primeiro-Ministro nipónico deixou uma mensagem onde se mostrou em choque com a morte do compatriota e mostra-se determinado em fazer justiça. Shinzo Abe referiu que o Japão nunca cederá ao terrorismo, que pretende alargar, ainda mais, a ajuda humanitária em medicamentos e alimentos e que o Japão vai assumir as suas responsabilidades de forma decisiva no esforço internacional para combater o terrorismo. Além destes dois Japoneses, o grupo terrorista reivindicou, desde Agosto, a execução de outros cinco reféns: três norte-americanos e dois britânicos.

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Como seria de esperar, a família está em choque com a notícia. A mãe do jornalista Kenji Goto está desolada, e, entre lágrimas, disse aos jornalistas da cadeia televisiva NHK que não conseguia "encontrar palavras perante um ato tão cruel". Quanto ao irmão do jornalista nipónico, também entrevistado pela mesma cadeia televisiva, confessa que ainda tinha esperanças de que Kenji pudesse regressar a casa, ao fim de alguns dias de negociações. Apesar de já estar consciente da possibilidade de Kenji ser executado, esperava que este pudesse ser salvo.