Em Outubro de 1973 a guerra de Yom Kippur desencadearia o primeiro choque petrolífero mundial. Pela primeira vez, o petróleo era utilizado como arma de pressão política pelos países produtores da OPEP. Com a redução da oferta, provocada pelo embargo, em apenas três meses os preços subiram 400%. Como consequência, o corte abrupto no comércio mundial conduziu a uma recessão internacional.

Na Noruega, se as receitas do sector petrolífero beneficiavam da escalada do preço, os restantes sectores não escaparam à crise. Muitos armadores enfrentavam sérias dificuldades com a redução do comércio e nos estaleiros navais a diminuição de encomendas obrigou muitos a declarar falência. Os elevados lucros desse ano conduziram o governo norueguês a tomar uma decisão importante ao introduzir no ano seguinte, 1974, uma taxa especial de 25% sobre os lucros das empresas petrolíferas. Encorajados pelos resultados dos campos Frigg e Statfjor do Mar do Norte, descobertos em 1971 e 1973 respectivamente, as receitas provenientes da taxa permitiram então ao governo financiar mais de 78% de todos os investimentos do sector.

Exemplos como a Troll Oseberg Gas, Troll Oil ou a Valhall - projectos que envolveram grandes investimentos e risco - tornaram-se numa enorme fonte de receita para o governo e para as empresas do sector. Hoje, o fundo do Estado que gere essas receitas está avaliado em cerca de 500,6 mil milhões de euros (= 3816 mil milhões de NOK), correspondendo mais de 8,7 mil euros (= 75 mil NOK) por cada cidadão. Toda esta dinâmica viria a ajudar a recuperar da falência os estaleiros que rapidamente se adaptaram na construção de plataformas offshore, torres de perfuração e de apoio ás embarcações.

Actualmente a Noruega é um dos principais produtores de petróleo. Esse facto contribui para a existência de um estilo de vida "diferente" do resto da Europa, na medida em que as condições económicas são mais favoráveis, a taxa de desemprego é diminuta e as questões parentais são um aliciante para quem procura o país para trabalhar e morar.