A actividade do ISIS tem colocado a Itália em actividade policial máxima. Desde que o governo italiano convocou e propôs à comunidade internacional combater o ISIS in loco, o grupo guerrilheiro não deixou de ameaçar a estabilidade italiana. O alerta para um eventual ataque a Francisco e/ou Vaticano surge como especulação após a ameaça do ISIS para a emigração forçada de meio milhão de refugiados líbios.  

O alerta já tinha sido dado anteriormente. Tom Horn, autor especialista no poder politico do Vaticano, comentou no popular Hangmann and Hangmann Report, serem várias as vezes que o Vaticano é alvo de ameaças terroristas de indivíduos isolados, que raramente são levados a sério; mas o Vaticano tem estado desde 2014 com particular atenção, referiu o escritor. A Itália é sempre um dos países a considerar sempre que se fala em atentados internacionais, precisamente por albergar no seu seio o Vaticano, o centro do cristianismo do mundo inteiro.

A sugestão foi feita depois do ISIS ter ameaçado o ocidente com a emigração de meio milhão de líbios onde se incluiriam, escondidos, terroristas islâmicos. Na altura, uma das hipóteses que se colocou às autoridades italianas foi precisamente a de o Vaticano ser um dos alvos terroristas assim que estes pisassem solo europeu, dado o tom religioso da ameaça islâmica do ISIS (estes publicaram no passado uma montagem fotográfica com uma bandeira do ISIS em cima da Praça S. Pedro, com a legenda "a cruzada falhou").

Pode ser uma ameaça ou apenas uma guerrilha psicológica de medo, disse Sabrina Magris, presidente da Escola Universitária Internacional de Roma e Florença (uma instituição preparada para negociar com terroristas), contudo "os riscos não devem ser subestimados". Por tal, as autoridades italianas aumentaram em 500 os soldados que estão a proteger e patrulhar alvos simbólicos de Roma. Enquanto isso o Vaticano mantém-se em silêncio, e o papa surge acenando ás pessoas da sua janela para a Praça de S. Pedro. Mas a segurança do papa aumentou evidentemente desde o anúncio terrorista.

O Primeiro-ministro italiano continua a responder aos terroristas na Líbia. Primeiro garantindo que o pessoal da embaixada italiana em Trípoli tenha as condições básicas para uma evacuação rápida, comentando o crescente clima de insegurança no pais. Matteo Renzi avisou também os guerrilheiros para não provocarem a Itália e mostrou-se pronto para responder com acção militar à ameaça ISIS (a apenas 100Km da Sardenha e da Sicília).

O ISIS quer publicidade, comentou Massimo Blanco, é apenas uma "guerra psicológica que está a ter o efeito pretendido, quando o primeiro-ministro convoca a comunidade internacional", referiu o presidente da Associação Nacional de Especialistas em Segurança Públicos e Privados. "Quando o governo é impelido a tomar medidas que perturbam a vida regular das pessoas, pode-se falar de uma vitória para o ISIS", sustentou Blanco.

De facto, os italianos têm desenvolvido estratégias de dissuasão dos objectivos da mensagem do ISIS, colocando nas redes sociais conselhos práticos para os terroristas, como: os melhores restaurantes, pontos turísticos de interesse e até, como o ISIS pode obter apoio das autoridades para os levarem aos pontos a atacar em hora de ponta, "Você tem que rir", disse Raffaelle Caruso, 78, um técnico aposentado. "Isso ajuda a afastar a ilusão do medo."  #Religião