O Secretário Geral da NATO Jens Stoltenberg reconheceu que não há nenhuma ameaça imediata para os Estados Bálticos e da Europa Oriental vinda da Rússia. Isso foi referido quando Stoltenberg respondia a perguntas da imprensa à margem da reunião de quinta-feira, dia 28, em Bruxelas, dos ministros da Defesa dos países da NATO. Stoltenberg referiu que o esforço contínuo da aliança era reforçar a sua presença militar efectiva na Europa Oriental com uma acção puramente defensiva para responder  ao comportamento da Rússia na "crise da Ucrânia" e terá sido consistente com as "obrigações internacionais" da Aliança Atlântica.


Não foram poucas as vezes que a Aliança do Atlântico Norte culpou a Rússia de interferir na conturbada zona leste da Ucrânia, fazendo alegações infundadas sobre o alegado fornecimento de armas de Moscovo aos apoiantes da independência, e até mesmo tropas russas lutando em solo ucraniano. Trata-se obviamente de guerrilha psicológica, típica de uma guerra fria que se julgava terminada e que surge agora como polarização exacerbada.

Moscovo tem repetidamente negado a participação na crise ucraniana e busca um fim rápido à turbulência política e económica do país, resultado das infundadas sanções económicas da UE, EUA, Japão e Austrália. Entretanto, a Rússia tem afirmado repetidamente possuir provas acerca do abate do avião comercial da companhia aérea malaia, que apontam para a criação de um clima de "false flag" para gerar um conflito artificial e arruinar a economia russa, bastante pujante antes da alegada crise ucraniana.

De facto, a Ucrânia tem-se mostrado relutante em apresentar quaisquer provas acerca do abate do avião comercial que dizimou quase 300 pessoas. O governo de Kiev mostra-se constantemente contraditório (mentindo) acerca dos factos que terão provocado a crise ucraniana. Um relatório oficial apressadamente preparado (por autoridades ocidentais) rapidamente colocou a culpa à Rússia, ignorando qualquer sugestão de que o abate do Boeing possa ter sido o resultado de um avião de caça da Ucrânia, e referia que a catástrofe terá sido o resultado de um tiro de mísseis de fabricação russa pelos separatistas russos. Mas a história desapareceu rapidamente.

A Rússia, porém, continuou a investigar, e o Comité de Investigação da Rússia diz ter descoberto evidências: a Ucrânia estava envolvida no acidente, diz o Comité, citando um desertor militar da Ucrânia. Trata-se de um desertor ucraniano que transportava mísseis no avião SU-25. O SU-25 retornou à base após o vôo e sem os mísseis. O piloto resumiu que  o "MH-17 estava no lugar errado na hora errada." Mais de duas centenas de pessoas também estavam erradas.

Os líderes da Alemanha, Rússia, Ucrânia e França continuam com o objectivo de reunir na Bielorrússia para resolver a crise na Ucrânia.