Da ronda pré-negocial da última noite em Minsk, na Bielorrússia, sabe-se apenas que os separatistas apresentaram uma proposta para resolver o conflito. Vladislav Deinego, representante da auto-proclamada República de Lugansk, fez um comunicado onde referiu que a base do projeto apresentado foi um conjunto de medidas de natureza política e militar que poderá trazer um período de estabilidade. Não são conhecidas as condições deste acordo mas qualquer plano levado a Minsk vai ter que incluir cedências que Kiev esteja disposta a aceitar e garantias que satisfaçam as exigências de Moscovo. Na prática, em causa está a passagem do papel para o terreno do acordo assinado em Setembro, também em Minsk que incluía um compromisso de paz e a retirada da artilharia pesada do terreno, ou a criação de uma zona desmilitarizada.

Em cima da mesa, na reunião desta quarta-feira, está também o estatuto da região separatista de Donetsk e a organização de eleições locais.

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Estes pontos são sensíveis para Kiev, que chega descrente à cimeira em Minsk. Na véspera do encontro, os ataques dos separatistas fizeram, pelo menos, trinta e sete mortos. Na cidade de Kramatorsk, os rockets atingiram o centro de comando do exército ucraniano, mataram quinze civis e fizeram mais de sessenta feridos, incluindo crianças. O Presidente Ucraniano fez uma visita ao hospital, horas antes da reunião da Bielorrússia. Petro Poroshenko, Presidente da Ucrânia, refere que este incidente foi uma tentativa de prejudicar as negociações, e acredita que há alguém que não "queira a paz".

As negociações desta quarta-feira começaram sem tréguas no terreno, pelo que muitos consideram, à partida, que estão destinadas a fracassar. Apesar disso, no início da semana, depois de uma reunião com a chanceler Alemã, Obama recusou o pedido de fornecimento de armas da Ucrânia e deu um mote para um novo esforço diplomático.

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Moscovo chegou a pronunciar-se sobre esta eventual ajuda norte-americana, e também se manifestou a favor do diálogo.