Depois do LuxLeaks, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI) voltou a divulgar outro caso de corrupção. Desta vez o nome escolhido foi SwissLeaks, por ter sido utilizada a sucursal da Suíça do banco inglês HSBC para ajudar a esconder milhares de milhões de euros em offshores. De acordo com o que foi divulgado, o HSBC Private Bank de Genebra permitiu a saída de elevados montantes em moeda estrangeira que não eram habituais na Suíça, escondeu fundos em contas ocultas, abriu contas a clientes declarados como criminosos internacionais e a empresários com processos de corrupção e ajudou clientes a fugir ao pagamento de impostos em domicílios ficais europeus.

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Este esquema envolveu também clientes com nacionalidade portuguesa e os elementos divulgados dizem respeito ao período entre Novembro de 2006 e Março de 2007.

Na prática, o esquema montado no HSBC Private Bank funcionava com base no anonimato dos seus clientes. Após ser aberta uma conta para um determinado cliente, era atribuído um código que servia para abrir quantas contas fossem necessárias e com diferentes entidades associadas a cada conta. Assim sendo, a entidade que se tornava cliente do banco passava a ser um "código" e não uma pessoa real. No final era então criada uma sociedade fictícia para ser associada a essas contas e, de forma dissimulada, passar a ser o designado "cliente real".

Este esquema terá movimentado mais de 180 mil milhões de euros entre os anos de 2006 e 2007, envolvendo sensivelmente 106 mil clientes de 203 países diferentes e 20 mil sociedades.

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Na lista dos países com mais dinheiro envolvido no esquema encontramos Portugal, na posição nº 45. Portugal teria envolvidos um total de 856 milhões de euros, entre 611 clientes e cerca de 778 contas bancárias.

Os nomes envolvidos são de áreas bastante distintas, que incluem estrelas de Hollywood, desportistas, membros da realeza, políticos, celebridades e executivos de topo em grandes empresas. No entanto, o CIJI referiu também que o facto de surgir um determinado nome na extensa lista, não é sinónimo de que a pessoa tenha cometido alguma infração. Entretanto, o HSBC em Londres já assumiu a responsabilidade nas falhas de controlo sobre a sucursal da Suíça.