Três jornalistas da Al Jazira (também conhecida pelo seu nome inglês, Al Jazeera) foram detidos por fazerem sobrevoar um drone em Paris, depois de terem sido detectados pela polícia na área do Bosque de Bolonha. Um porta-voz das autoridades apontou que o caso não está relacionado, até ao momento, com os drones misteriosos que têm sobrevoado a cidade em voos nocturnos. A Al Jazira indicou, precisamente, que os jornalistas estavam a fazer uma notícia sobre o caso dos drones cuja autoria não foi até agora descoberta. Uma fonte judicial apontou à agência France Presse o papel de cada um dos três jornalistas: "o primeiro estava a pilotar o drone, o segundo estava a filmar e o terceiro estava a ver." Os nomes e nacionalidades dos jornalistas não foram divulgados.


O uso de drones sobre Paris sem licença é proibido pela lei francesa. Mais especificamente, é proibido o voo de qualquer aeronave abaixo dos 6000 metros de altitude sobre a zona central de Paris. Voar abaixo desse patamar - o que pode incluir drones, helicóteros de polícia ou ambulâncias aéreas - requer uma permissão das autoridades parisienses. Usar um drone à noite é completamente proibido. Os jornalistas da Al Jazira arriscam uma sentença que pode chegar, no máximo, até 1 ano de prisão e uma multa de 75.000 euros. A Al Jazira é uma estação de televisão de notícias, internacional, baseada no Qatar, e que transmite em árabe e inglês.


Em Outubro, um turista israelita de 24 anos foi multado em 400 euros e passou uma noite detido depois de ter utilizado um drone sobre o histórico hospital Hotel Dieu e sobre instalações da polícia. Relativamente ao caso dos drones que têm sobrevoado Paris, as autoridades continuam sem pistas. Além dos edifícios centrais da capital francesa, como a Torre Eiffel ou a embaixada norte-americana, foram detectados também drones a sobrevoar a base naval na Bretanha onde estão estacionados submarinos nucleares. O porta voz do governo, Stephane Le Foll, anunciou, contudo, que "não existe razão para alarme".