A renegociação da dívida e do seu pagamento levam o primeiro-ministro e o ministro das Finanças da Grécia a um périplo pela Europa. Na primeira viagem oficial, Alexis Tsipras foi a Chipre, outro país em dificuldades, onde já reafirmou que não quer a saída do euro, pois seria o início do desmembramento da zona euro. Tsipras disse que o novo governo do Syriza tem como mandato principal a renegociação com os parceiros europeus e os credores. Para Tsipras é claro que há obrigações para com os credores, contudo garantiu não existir uma estratégia que passe pela ajuda especifica da Rússia à economia grega.

Depois de Chipre, Tsipras vai a Roma, a Bruxelas e a Paris, onde passou já o ministro grego dos negócios estrangeiros.

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No que é já visto como uma primeira vitória, Yanis Varoufakis disse que encontrou em Paris disponibilidade para o diálogo com vista a uma renegociação dos prazos e forma de pagamento, embora o governo socialista francês insista que a Grécia tem de pagar o que deve. O presidente Hollande pode vir a ser a ponte numa negociação entre a Grécia e os credores. Varoufakis reafirmou em França as críticas ao programa de resgate.

Depois de Paris Yanis, Varoufakis dirigiu-se a Londres onde foi recebido pelo homólogo britânico. O ministro grego quer captar investimento inglês e tem a expectativa de receber a mesma abertura para um apoio à renegociação da dívida. Com uma dívida superior a trezentos e quinze mil milhões de euros, 170% do PIB e a semanas de ter de pagar a próxima tranche do resgate, o primeiro conselho de Ministros da Grécia suspendeu as privatizações que estavam em marcha, aumentou o salário mínimo e reintegrou funcionários públicos.

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Estas são medidas que contrariam a troika. A Alemanha já se pronunciou sobre estas medidas, fazendo questão de dizer que as desaprova; neste sentido, reafirmou que rejeita qualquer novo perdão da dívida e que os compromissos assumidos pela Grécia devem ser respeitados. De referir que, com as medidas promulgadas recentemente, Varoufakis ganhou (ainda mais) popularidade entre o povo grego.