A notícia surgiu pouco antes do anúncio do acordo de paz para o leste da Ucrânia, quando os líderes da Rússia, Ucrânia, França e Alemanha estiveram reunidos. O Fundo Monetário Internacional concedeu à Ucrânia um novo fôlego financeiro de 17.5 mil milhões de dólares para ajudar a apoiar as reformas económicas. Com a ajuda de outros credores, incluindo a Europa e os EUA, o negócio poderia ter subido para aproximadamente 40 mil milhões de dólares nos próximos quatro anos.

A Ucrânia recebeu até agora 4.600 milhões dólares como parte de um pacote de ajuda do FMI, no valor total de 17 mil milhões dólares, negociado no ano passado. No entanto, o programa enfrentou obstáculos com a guerra que assola a região leste do país e que arruinou as expectativas económicas da Ucrânia. À beira da falência, a Ucrânia pediu no mês passado ao FMI a substituição do antigo programa de ajuda por um novo, para restaurar a confiança financeira.

Christine Lagarde, presidente do FMI, disse que o financiamento "oferece uma importante oportunidade para a Ucrânia movimentar a sua economia para a frente num momento crítico na história do país". E acrescentou que o plano de reforma "é um programa ambicioso, um programa difícil, e com risco, mas também é um programa realista na sua efectiva implementação; após análise e aprovação pelo conselho executivo pode representar um ponto de viragem para a Ucrânia".

O pacote de quatro anos "poderá apoiar a estabilização económica imediata na Ucrânia, bem como um conjunto de reformas políticas corajosas destinadas a restabelecer o crescimento robusto a médio prazo e a melhorar o nível de vida do povo ucraniano", disse Lagarde. Kiev também recebeu empréstimos da União Europeia e dos Estados Unidos, e ambos prometeram ainda mais ajuda.

Lagarde disse que o apoio do FMI deve ser complementando por outros tipos de financiamento internacional. "A partir dessas várias fontes em conjunto, estima-se que seja criado um pacote de financiamento total de aproximadamente 40 mil milhões de dólares para o período de quatro anos," disse aos jornalistas.

"Este programa vai exigir firme determinação das autoridades para reformar a economia", destacou Lagarde, que elogiou os esforços de reformas de Kiev, dizendo que o governo ucraniano "não só atingiu o seu objectivo de défice para este ano, como o ultrapassou e produziu um resultado melhor do que o esperado".