O presidente francês, François Hollande, afirma que a iniciativa levada a cabo pelo governo francês e pelo alemão é a última tentativa para evitar a guerra. Angela Merkel não se mostrou confiante, afirmando não ter a certeza de ser possível evitar o conflito armado que parece iminente. O presidente russo afirma que não quer entrar em guerra. O presidente ucraniano não vê solução para o conflito.

O presidente francês e a chanceler alemão levaram, nesta quinta-feira, uma proposta ao presidente ucraniano, Petro Poroshenko, para evitar uma guerra que parece estar próxima. A mesma proposta foi discutida ontem com o presidente russo, Vladimir Putin, numa reunião que se prolongou durante cinco horas.

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Sobre o conteúdo da proposta ainda nada se sabe. Tudo o que se sabe é que os líderes da França e da Alemanha pretendem ressuscitar o acordo negociado em Setembro em Minsk. Este acordo teria levado mesmo ao cessar-fogo; porém, nunca foi aplicado na sua totalidade.

Os dois líderes europeus receberam, durante esta semana, um roteiro do presidente russo com as suas propostas para colocar um ponto final neste conflito. Após receberem as propostas de Putin, decidiram viajar até Moscovo para negociações.

Na manhã de hoje, Angela Merkel reuniu-se com o presidente da Ucrânia e com o vice-presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden. Para amanhã está marcada uma conferência telefónica que colocará em contacto os quatro líderes europeus: Angela Merkel, François Hollande, Vladimir Putin e Petro Poroshenko.

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O optimismo não é muito e os líderes europeus reconhecem que não é certo que estas negociações sejam bem-sucedidas; porém, tanto a chanceler alemã como o presidente francês consideram que vale a pena tentar. Caso não seja possível estabelecer aqui um acordo de paz duradouro, parece óbvio que a instabilidade vivida se vai transformar numa guerra aberta. É esse o cenário que Hollande e Merkel pretendem evitar.

Segundo as palavras de Hollande, entende-se que terão sido feitos alguns progressos, uma vez que a conferência de amanhã servirá, nas palavras do presidente francês, para aproximar mais as duas partes, que eram até agora irreconciliáveis.