Novo e perturbador vídeo do Estado Islâmico, publicado no sábado, exibe prisioneiros curdos como troféus de combate, enjaulados. Nas cenas de abertura do vídeo, militantes armados levam os prisioneiros em direcção à câmara, em local não identificado. Os cativos são enjaulados em gaiolas semelhantes à que foi vista no vídeo em que o piloto de jordano Muath al-Kaseasbeh foi assassinado. São mesmo usadas imagens da morte de al-Kaseasbeh, mostrando-o envolvido em chamas.

De seguida, são mostradas partes de vídeo com declarações de alguns dos reféns que, tal como em outras situações de execuções perpetradas pelos jihadistas, envergam fatos de macaco cor de laranja.

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Nas declarações, os presos advertem as forças Peshmerga a desistir da luta contra o Estado Islâmico. O vídeo mostra depois os prisioneiros nas mesmas jaulas, já em diversas carrinhas pickup. Segue-se um desfile das viaturas com os presos enjaulados, pelas ruas, com multidões eufóricas a acompanhar e a entoar cânticos vitoriosos.

A cena final do vídeo mostra os reféns ajoelhados em fila, com a câmara a pausar nos rostos de cada um, antes de se concentrar nos olhos de um homem. O estilo utilizado, no que se refere a música e edição de imagem, é semelhante ao de outros vídeos difundidos pelo Estado Islâmico. Não se sabe ainda quando este vídeo foi filmado, e as imagens que descrevem as cenas de rua foram alegadamente vistas on-line no início deste mês. Especialistas internacionais estão já a trabalhar para atestar, ou não, a autenticidade deste novo vídeo do grupo terrorista.

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Este vídeo terá sido supostamente publicado pela falange do Estado Islâmico de Kirkuk. A província de Kirkuk, no norte do Iraque, tem sido palco de inúmeras batalhas entre as forças curdas Peshmerga e militantes jihadistas nos últimos meses.

Este é mais um episódio perturbador da propaganda do Estado Islâmico, que insiste na divulgação de filmagens de actos bárbaros de execução de reféns. Recorde-se que tudo começou com os vídeos da decapitação de um refém norte-americano, prosseguindo com o assassinato, pela mesma forma, de outros prisioneiros, um britânico, um francês e um japonês. A violência dos vídeos aumentou drasticamente nos últimos tempos, com a execução do piloto jordano, queimado vivo e com a decapitação de 21 cristãos egípcios. #Terrorismo