Os recentes movimentos de vários países e organizações referentes à situação da Ucrânia permitem ponderar a preparação de uma III Guerra Mundial? Vejamos alguns indicadores:

1- O frustrado acordo de Minsk revelou que os Ucranianos não querem a paz na região. Os ultra-nacionalistas mantêm-se em conflito e o vice-presidente do parlamento ucraniano, Andriy Parubiy, esteve nos EUA para pedir a Obama apoio em armamento, noticiou o Infowars. Parubiy, co-fundador do partido de inspiração nazi "Partido Social Nacionalista", foi recentemente incluído num documentário da BBC onde é acusado de ter criado a destabilização política de Fevereiro de 2014, que derrubou o presidente eleito com 90% dos votos, Viktor Yanukovych, e gerou toda a crise política actual da Ucrânia.

2 - O Russia Insider revelou que a Alemanha vai activar uma divisão militar de tanques que "só existia no papel". A decisão foi tomada depois de considerada a situação na Ucrânia, disse o ministro da defesa alemão Ursula von der Leyen. Além disso, sabe-se que a Alemanha tem vindo a conhecer pressões da NATO para aumentar o seu poder militar em termos de "resposta rápida a um acontecimento", referindo-se ao papel estratégico que o país poderá ter numa eventual escalada do conflito na Ucrânia.

3 - Enquanto isso, em Bruxelas, o ministro dos negócios estrangeiros grego, Nikos Kotzia, aconselhou a União Europeia a "pensar a longo prazo nas suas relações com a Rússia" e a desistir das sanções ao país presidido por Vladimir Putin. "A Grécia quer a paz e a estabilização da Ucrânia, para evitar qualquer conflito entre a UE e a Rússia", disse Kotzia à RT, aconselhando ainda os países da UE a não interferirem nas relações Grécia-Rússia.

4 - A escalada de animosidade surge reforçada com o comandante da NATO, General Sir Adrian Bradshaw, a referir que "os movimentos de tensão russos nas fronteiras da Ucrânia podem pressionar os vizinhos a reagirem à Rússia com uma guerra total", disse ao Telegraph. Bradshaw referiu que há o perigo da Rússia invadir território da NATO, pelo que esta organização se predispõe a reforçar a sua equipa em mais 5.000 efectivos.

5 - Poroshenko, o presidente ucraniano, evacuou a sua família da Ucrânia e assinou um contrato para fornecimento de armamento, com os Emirados Árabes Unidos, noticiou o Defense News. Mas Eric Zuesse, do Washington's Blog, comentou que este contrato não é mais do que "um desvio, porque se trata de armamento americano que será entregue pelos países árabes".

6 - A agência noticiosa russa TASS anunciou movimentos de mísseis russos e que cerca de 700 unidades de equipamento militar, incluindo rampas de lançamento de mísseis, vão ser enviadas para as regiões de Tver, Ivanovo, Kirov, Irkutsk, território Altai e Republica Mari El. A TASS refere também que o Ministério de Defesa Russa aprovou o seu programa de 2015 para aumentar os seus efectivos militares e o seu armamento, que inclui a construção de 2 rampas de lançamento de misseis, 701 tanques, 1545 veículos-terra, 126 aviões e 88 helicópteros.

7 - Talvez seja por estas notícias que Rebecca O'Connor anunciava no National Geographic que "o negócio de bunkers é um dos mais prósperos e está em crescimento nos Estados Unidos", onde existe mesmo uma batalha de design entre os construtores e onde há uma feira de demonstração permanente.

O que estará para acontecer?