Não é só nos campos da Síria e do Iraque que o autoproclamado Estado Islâmico faz a sua luta. A chamada autodenominada jihad começa com a propaganda e o recrutamento dos mais jovens. Muitos destes combatentes vêm de países ocidentais. Portugal é um dos paises que têm homens e mulheres nas fileiras do Daesh (nome atribuído ao fenómeno político-militar por parte dos seus vizinhos árabes.) Os jovens portugueses, ao contrário dos franceses ou de outros países com uma maior comunidade muçulmana, não têm origens em países muçulmanos; são de famílias de classe média e foram islamizados devido a sermões que estão disponíveis na internet.

No caso das mulheres, estas não vão para o campo de batalha mas passam a fronteira da Turquia (principal via utilizada para entrar no território controlado pelo estado islâmico) para desposarem os combatentes e serem "uma perfeita mãe e mulher", como referia uma jovem francesa que tenciona fazer a viagem quando atingir a maioridade.

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O califado islâmico funciona como um autêntico estado, tendo mesmo jornalistas a trabalhar para si. Um deles é português e é responsável por algum dos vídeos da propaganda. O Dabiq é uma revista online disponível em várias línguas, incluindo o alemão. O Estado Islâmico e o Boko Haram vendem e escravizam mulheres e crianças yazidis, no norte do Iraque. Esta atitude demonstra um profundo desrespeito pelo ser humano. O grupo considera esta minoria como "adoradores do diabo". As mães não são separadas dos filhos mais pequenos, mesmo depois de serem vendidos.

O órgão oficial do Daesh pode ser encontrado em qualquer quiosque nas regiões ocupadas. Quatro números já foram publicados, cada um com cinquenta páginas. Ao criar o seu próprio órgão, o califado tenta obter a máxima atenção do público mundial.

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O uso das redes sociais, tanto a nível coletivo como a partir das contas singulares de cada um dos seus "combatentes", é uma constante, sem nunca se afastar da ideologia central. Até já filmes realizaram, ao melhor estilo dos filmes propagandísticos do III Reich ou do fascismo italiano. A agência mediática Al-Hayat é a editora do Dabiq. #Terrorismo