Uma multidão espancou até a morte uma adolescente, suspeita de ser uma bombista suicida. Após o espancamento, o corpo foi queimado segundo divulgou a polícia. Tudo se passou nas imediações de um mercado nigeriano. A rapariga foi atacada quando se recusou a ser revistada à entrada do mercado. As duas meninas levantaram suspeitas com a recusa e foram imediatamente agredidas junto ao portão do mercado de vegetais, afirmou um vendedor, Mohd Adamu. A multidão dominou uma das meninas e alegadamente descobriu que ela tinha duas garrafas amarradas ao corpo, afirmou Adamu.

Os populares bateram na adolescente até à morte, colocaram um pneu regado com combustível por cima da sua cabeça e atearam fogo.

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É pouco provável que a menina fosse, de facto, uma bombista suicida, pois não se fez explodir quando foi atacada, nem foram encontrados explosivos, informou Mohammad Haruna, da polícia nigeriana. Ele descreveu-a como uma vítima de "uma acção descontrolada executada por uma multidão irada".

Recentemente, algumas meninas com menos de 10 anos de idade, têm sido usadas para transportar explosivos, que detonaram em movimentados mercados e centrais de transportes, aumentando os temores de que o Boko Haram pode estar a usar algumas das centenas de vítimas de sequestro. Uma série de ataques suicidas tem sido atribuída ao Boko Haram, grupo extremista islâmico da Nigéria, que quer impor a lei islâmica em todo o país. O grupo já ameaçou perturbar as eleições presidenciais e legislativas da Nigéria, afirmando que a democracia é um conceito ocidental corrupto.

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O presidente Goodluck Jonathan condenou os insurgentes do Boko Haram pela escolha de alvos fáceis e afirmou que a série de atentados são uma resposta ao recente sucesso militar que recuperou cidades que estavam nas mãos dos extremistas. Cerca de 10.000 pessoas morreram em 2014 na Nigéria vitimadas pela violência do Boko Haram. O grupo foi também responsabilizado por um ataque em Chibok, em Abril, onde foram raptadas mais de 200 meninas, entre os 7 e os 15 anos, alunas de uma escola. #Terrorismo