Matt McLaughlin, um advogado norte-americano, em Huntington Beach, na Califórnia, enviou uma proposta para a Procuradoria-Geral, onde propõe legalizar a execução de pessoas homossexuais. O advogado preencheu todos os papeis e pretende levar esta proposta a votação dos cidadãos, nas eleições de Novembro de 2016. A denominada "Lei da Supressão Sodomita" avançou e a procuradora-geral Kamala Harris poderá não ter poder suficiente para bloquear desde já esta iniciativa. No entanto, não é expectável que a mesma chegue a votação, uma vez que o Supremo Tribunal da Califórnia poderá intervir para evitar medidas que violem a Constituição, de acordo com o jornal "The Guardian".

A proposta de lei apresentada, comummente designada "morte aos gays", pretende que seja executada com "tiros na cabeça qualquer pessoa que toque outra pessoa do mesmo sexo, com finalidade sexual" e ainda punir com pena de multa a partir de 700 mil euros, pena de prisão até dez anos e expulsão do Estado quem defender os direitos dos homossexuais.

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Em Fevereiro, Matt McLaughlin terá pago uma quantia pouco superior a 90 euros para preencher a proposta e terá conseguido um patrocinador que o apoiasse no desenvolvimento desta iniciativa, e que terá pago um valor idêntico, o que obriga, de acordo com as leis da Califórnia, a que a mesma tenha que avançar.

Agora, a procuradora-geral vai mesmo ter que realizar um sumário, com 100 palavras, sobre esta proposta, antes de a enviar para o secretário de Estado. Nessa fase, a medida precisará de recolher um mínimo de 360 mil assinaturas em 180 dias, para poder ser votada nas eleições de Novembro de 2016. Será nesse período, que o Supremo Tribunal poderá intervir e invalidá-la por atentar contra os direitos civis expressos na Constituição.

Quem já se posicionou contra esta insólita proposta, foi o Senador do Estado, Richard Lara, curiosamente, um homossexual assumido, que defende "a liberdade de expressão" mas jamais poderá tolerar uma medida que peça a "execução de uma classe protegida", pondo mesmo em causa o carácter de quem propõe tal lei.

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