A notícia da queda do Airbus A320 continua a dar que falar. As novas informações revelam que Andreas Lubitz, o copiloto responsável pela morte de 149 pessoas, não podia voar na passada terça-feira, 24 de março. A informação é avançada pela procuradoria de Düsseldorf, dizendo ainda que Andreas terá rasgado a baixa médica, ocultando-a assim da companhia aérea. Este atestado junta-se a uma série de outras informações que revelam que Lubitz tinha problemas do foro psicológico.

Nas últimas horas tem-se traçado o perfil do copiloto da Germanwings, algo já avançado na BlastingNews. Sabe-se que Andreas estava perfeitamente consciente que estava a levar até à morte 149 pessoas, mas porquê? Segundo a procuradoria de Düsseldorf, Andreas Lubitz estava sob tratamento de uma depressão que o afetava há alguns anos. Os investigadores anunciaram ainda que na sua casa estavam documentos que provavam que o copiloto estava a ser visto por um médico. Este tinha-lhe passado uma baixa médica para alguns dias, porém Andreas não quis aceitar o certificado de incapacidade. A baixa médica incluía a data da tragédia: 24 de março. A polícia alemã já informou que não encontrou, na casa de Andreas, qualquer nota de suicídio, carta de despedida ou nota religiosa.

O Ministério Público alemão não quis dizer qual o tipo de doença de Andreas Lubitz, contudo a imprensa internacional tem avançado que Andreas tinha um problema do foro psicológico. Sabe-se que Andreas teve uma forte depressão em 2009, algo que ainda o fazia ser seguido por um médico privado. Segundo o diário alemão "Bild", o copiloto estava, nos últimos dias, a passar por uma grave crise emocional. Em causa estará o fim do namoro.

Esta é uma informação conhecida após a polícia alemã ter investigado a casa onde os dois viviam. O diário cita documentos do Luftfahrtbundesamt, regulador alemão, onde é afirmado que, em 2009, o jovem de 28 anos procurou ajuda para um "surto de depressão aguda". Graças a estes problemas, Andreas teve de interromper a formação da Lufthansa, retomando-a algum tempo depois. Até setembro de 2013, altura em que ficou habilitado a voar o Airbus A320, o copiloto teve várias "depressões e ataques de ansiedade".