O maníaco assassino Andreas Lubitz terá dito à ex-namorada que estava a arquitetar um ato tão hediondo que o seu nome seria lembrado para sempre. A hospedeira de 26 anos, conhecida por Maria, contou a um jornal alemão as palavras que Lubitz usou para antecipar o seu horrífico plano: "um dia eu vou fazer uma coisa que mudará todo o sistema e nessa altura todos se vão lembrar do meu nome". As revelações surgem numa altura em que a polícia revelou indícios de que o copiloto da Germanwings tinha uma "doença psicossomática severa".

Recorde-se que Lubitz escondeu a baixa médica da companhia aérea e foi trabalhar mesmo assim no dia da tragédia.

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Ainda há duas semanas - mais precisamente dia 10 - ele esteve a ser tratado no hospital de Dusseldorf mas também conseguiu esconder este facto dos seus empregadores.

Maria desvenda mais pormenores: "na altura, eu não sabia o que ele queria dizer com aquilo, mas agora é óbvio. Ele fez isto porque percebeu que devido aos seus problemas de saúde, o sonho de trabalhar para a companhia Lufthansa, de ser capitão e de se tornar num piloto de viagens de longo curso não seria possível". Uma nova fotografia de Lubitz foi publicada este sábado e mostra o alemão de 27 anos a tirar uma selfie de forma sorridente.

Maria e Lubitz namoraram por cinco meses no ano de 2014, depois de se terem conhecido durante um voo. Faziam viagens frequentes pela Europa e passavam muito tempo juntos em hotéis. Ao falar da estrutura emocional do namorado, Maria descreve Lubitz como um homem "simpático e de mente aberta" a nível público, mas que em privado se mostrava inseguro e carente.

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A hospedeira desvenda mais um pouco: "era um bom homem e conseguia ser muito querido. Ele dava-me flores". A pressão do trabalho, no entanto, era muito intensa: "nós falávamos muito de trabalho e nesses momentos ele mudava completamente. Ficava agitado por causa das circunstâncias em que se encontrava, pouco dinheiro, ansiedade em relação ao contrato e demasiada pressão". Maria diz que acabaram por terminar a relação porque ela já não sabia como lidar com os problemas dele e com o seu temperamento cada vez mais volátil. "Muitas vezes estávamos a falar e de repente ele fazia birra e gritava comigo. Uma vez até me fechou na casa de banho durante bastante tempo".