Desde domingo à noite, dia 1 de Março, que anda a circular pela internet uma mensagem atribuída ao autoproclamado Estado Islâmico (EI), que apela aos jihadistas para assassinarem funcionários do Twitter. Entre os visados está o co-fundador da rede social, Jack Dorsey. O apelo surge depois da empresa, fundada em 2006, ter encerrado diversas contas ligadas ao grupo terrorista, justificando a decisão com a sua política interna: o Twitter não permite "ameaças directas e específicas de violência contra terceiros". O Twitter já está a colaborar com as autoridades para investigar a veracidade das ameaças, segundo o jornal PÚBLICO.

A rede social tem sido pressionada pelos Estados Unidos da América e pela Europa, à semelhança do Facebook e do Youtube, para eliminar todas as mensagens e vídeos do EI, numa tentativa de reduzir a capacidade de auto-promoção do grupo terrorista.

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Contudo, a mensagem acusa o Twitter de "guerra virtual" e garante que a decisão de encerrar contas de jihadistas irá provocar "uma verdadeira guerra".

A acompanhar a mensagem, escrita em árabe, disponível num site de partilha de texto e imagem, está uma fotografia de Jack Dorsey, co-fundador do Twitter, com a mira de uma arma. Os funcionários do servidor para microblogging transformaram-se assim em "alvos dos soldados do califado". Ainda de acordo com uma tradução do jornal britânico The Guardian, o EI refere que "quando os nossos leões vierem e vos tirarem o fôlego, nunca mais voltarão a ter vida", considerando que o Twitter não se deveria ter envolvido numa guerra que não lhe pertence.

O EI tem recorrido à Internet, em especial às redes sociais como o Facebook e o Twitter, para recrutar soldados, mas também para chocar o mundo com as execuções que tem vindo a protagonizar nas últimas semanas.

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Ainda hoje foi divulgado um vídeo da execução de quatro membros de uma tribo sunita numa região a norte de Bagdad, no Iraque. O vídeo foi difundido através de várias contas de Twitter favoráveis ao Estado Islâmico, revelando a forte presença deste grupo ultrarradical no mundo online. #Terrorismo