A identidade de "Jihadi John" - o carrasco do Estado Islâmico - foi revelada e começam-se a conhecer mais detalhes sobre a sua vida. Mohammed Emwazi, que tem 27 anos e nasceu no Kuwait, sofreu bullying durante vários anos na escola. Foi várias vezes humilhado por raparigas, de quem começou a ter medo. Já em 2010, pensou em suicidar-se devido à pressão que sofria por ter sido referenciado pelos serviços secretos britânicos.

Vários amigos de Emwazi prestaram declarações ao Mirror, contando parte daquilo que foi a adolescência de Jihadi John. Apaixonou-se por Ahlam Ajjot, quando ambos tinham 16, porém ela acabou por só agora descobrir esse facto, uma vez que - segundo os amigos de Mohammed Emwazi - ele nunca teve coragem de lhe contar.

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O Mirror conta também, com base em testemunhos de antigos colegas, que por várias vezes Emwazi foi humilhado pelas raparigas, indo mesmo às lágrimas devido a esse facto. Isto levou a que, durante a sua adolescência, o agora carrasco do Estado Islâmico, se tenha afastado de todas as raparigas por não ter coragem de as abordar.

Jihadi John, que nasceu no seio de uma família de classe média-alta, acabou por se juntar a um gangue londrino. O violento gangue usava armas eléctricas Taser para atacar vítimas de classe alta. Além disso, segundo fontes próximas de Emwazi, ele consumia drogas leves, o que é terminantemente proibido pela religião muçulmana, que condena essa prática.

Emwazi estava referenciado pelo MI5 - serviços secretos britânicos - desde 2009, e começou a pensar em suicídio devido a essa perseguição.

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Segundo um e-mail que escreveu para um jornalista, em 2010, sentia-se um morto-vivo e pensava no suicídio. Segundo o mesmo e-mail, teria vendido o seu computador a alguém pertencente ao MI6, serviço secreto exterior. De acordo com uma organização de defesa dos direitos dos muçulmanos, o MI6 teria tentado recrutá-lo, mas sem sucesso. O primeiro-ministro britânico já negou essa informação. A mesma organização afirma ainda que a pressão exercida sobre ele, pelos serviços secretos que o vigiavam, contribuiu para a sua radicalização.

Face a estas informações, aumenta a pressão sobre o governo britânico, por este não o ter impedido de viajar para a Síria e se tornar o carrasco do Estado Islâmico, presente em pelo menos seis vídeos de execuções dos reféns. #Terrorismo