O coronel da cidade de Seyne, Patrick Touron, afirmou, esta sexta-feira, que ainda não encontraram "um único corpo intacto". As últimas notícias sobre o caso Germanwings informam que, até ao momento, foram recuperadas entre 400 a 600 partes de restos mortais. O número está ainda bastante longe das 149 pessoas que faleceram depois do embate contra os Alpes Franceses. O serviço policial da cidade de Seyne, a que se encontra mais perto do local do embate, informa que o avião se dividiu em várias partes devido ao impacto de 700 km/hora.

Sabe-se, agora, graças à investigação à casa de Andreas Lubitz, que o jovem de 27 anos era completamente "obcecado" por pilotar. Calcula-se que foi essa obsessão que o fez ocultar a baixa médica que tinha sido passada pelo seu médico. Nas últimas horas tem-se dito que Andreas podia estar com uma grave depressão, algo que já foi negado pelo Hospilal Universitário de Düsseldorf. Segundo o hospital, estas informações difundidas pelos média estão "incorretas". Contudo, recusa-se a dizer qual era o verdadeiro problema do copiloto, alegando confidencialidade para com o paciente. Aos jornalistas, a administração apenas referiu que Lubitz tinha visitado o centro para "clarificações de diagnóstico" em fevereiro e, mais recentemente, no passado dia 10 de março.

A doença de Andreas, que ainda não é conhecida, não tinha sido comunicada pelo copiloto à Luthansa, detentora da lowcost Germanwings. O procurador Ralf Herrenbrueck comentou toda a situação por carta e referiu que ocultar a baixa médica "só prova que o copiloto escondeu a sua doença da empresa e dos colegas". Na mesma carta, o procurador fez questão de referir que "ele tinha uma doença e estava a ser medicado corretamente". Ralf não quis dizer qual era a doença, mas, segundo a norte-americana FOX, estas "notas de doença" são algo frequente na Alemanha, mesmo quando se trata de "uma doença de menor importância". A investigação vai continuar e espera-se que, nas próximas horas, sejam conhecidos mais contornos que possam explicar esta decisão "deliberada" de Andreas Lubitz.