A Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau, entidade governamental dos Estados Unidos responsável por regular a venda ao público de consumíveis como álcool e tabaco, aprovou finalmente o Palcohol. E o que é o Palcohol? É, em tradução literal, powdered alcohol (álcool em pó), que quando misturado com água se transforma no tradicional álcool líquido. A empresa que produz o Palcohol aponta o Verão como o começo da sua venda ao consumidor, mas apesar de ter sido aprovado não deixa de ser um produto controverso.

Mark Phillips, inventor do Palcohol, explica que o mesmo é perfeito para quem faz caminhadas ou escalada, por exemplo: "Pode ser bebido directamente do pacote".

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É só adicionar água, abanar e beber. "É fantástico", promove Phillips. Mas apesar do seu entusiasmo, há vozes contra. Tom Hogue, porta-voz do Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau, afirmou que a aprovação do produto a nível federal não impede que o mesmo seja regulamentado pelas leis de cada estado. Sendo que o Alasca já proibiu a sua venda e outros seis estados norte-americanos tomaram igualmente medidas contra a sua entrada no mercado.

Isto acontece porque o álcool em pó é considerado por muitos como sendo extremamente perigoso. E o facto de o site inicial do produto referir que a substância podia ser snifada para se conseguir um estado de alcoolemia imediato não ajudou à causa do Palcohol. Se bem que, entretanto, o site já foi remodelado e esta afirmação removida. A Lipsmark, empresa produtora, teve um falso alarme em Abril do ano passado, quando viu o pó alcoólico ser aprovado.

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Posteriormente, a aprovação foi impugnada e considerada um erro. Agora, o produto volta a conseguir permissão de consumo público, apesar de não ter sido explicada, pela entidade responsável, a razão para esta nova mudança de opinião.

Um dos receios principais é o de que muitos jovens possam consumir de forma errada o Palcohol: snifando-o. Phillips já garantiu que, não só o produto não é de fácil acesso a jovens menores de 21 anos (idade a partir da qual é legal beber, nos Estados Unidos), como a sua ingestão pelo nariz não é um perigo: por ser, segundo o mesmo, dolorosa. "Por causa da quantidade de álcool no pó, snifá-lo (,,,) queima muito. É doloroso". E, na sua opinião, ninguém irá querer passar pela experiência. Outro receio principal, por parte dos pais essencialmente, é a adição do pó a uma já bebida alcoólica: o que aumenta o teor de álcool. Por isso, apesar de estar a ser promovido como simples álcool em pó, ao qual se junta água ou sumo, resultando numa bebida igual a um Cosmopolitan ou outro cocktail, o Palcohol acarreta, para muitos, perigos potencialmente ainda mais fatais do que a forma tradicional de consumo de álcool. Para o seu criador tem variados "usos inovadores (...) como na medicina, no exército, na aviação" e em muitas outras indústrias. E, para já, o Governo dos Estados Unidos parece novamente concordar com Phillips.