Centenas de militantes do Estado Islâmico formaram uma multidão, parando, literalmente, o trânsito da cidade síria Raqqa, para assistir a uma execução de um jovem sírio, condenado devido à sua orientação sexual. Para o islão, a homossexualidade é considerada crime, logo justificável de ser punida. Não tendo sido este o primeiro caso do género, as imagens e o vídeo, revelados por um grupo de activistas locais à imprensa internacional, demonstram quão desumano e cruel estes radicais são perante outros seres humanos que não pensam, nem agem, como eles.

O episódio retratado terá ocorrido no último mês de Fevereiro, dando continuidade ao que foi feito no final do ano de 2014, quando dois homens foram igualmente assassinados por serem, alegadamente, homossexuais.

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Para estes militantes de barba longa e armados até aos dentes, como é visível no vídeo divulgado, a homossexualidade é uma afronta à sua religião, logo é altamente punível, acabando sempre por serem executados, em nome do seu Deus e das suas crenças. Todos os radicais que assistiram, resolveram captar o momento com os seus telemóveis ou câmaras digitais, com o objectivo de divulgar e partilhar o mais possível o acontecimento, chocando assim um número mais vasto de pessoas.

No vídeo vê-se um jovem, com pouco mais de vinte anos e com a cara tapada, a ser lentamente empurrado de um prédio abaixo, com cerca de cinquenta metros de altura. Durante todo o processo, ouvem-se centenas de radicais, que assistiam ao castigo, a gritar palavras religiosas e homofóbicas, "festejando" durante toda a execução.

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Ao contrário do que se verificou com os outros dois homens que sobreviveram à queda, e tiveram que ser apedrejados depois, este jovem teve morte imediata.

O Estado Islâmico e os seus radicais têm sofrido cada vez mais com os seus actos terroristas a nível internacional, estando cada vez mais isolados e desapoiados. Como o nível de alerta terrorista está altíssimo na Europa Ocidental e na América do Norte, alegadamente muitos dos planos deste estado tem sido comprometidos e limitados. Apesar dos muitos vídeos divulgados que mostram grandes atrocidades, estes radicais têm cada vez menos força. #Terrorismo