Os sete carros da polícia em chamas provam a violência do protesto capitalista nas ruas de Frankfurt que se realizou na passada quarta-feira, dia 18 de Março. Cerca de dez mil manifestantes e oito mil polícias, apoiados por canhões de água e helicópteros, fizeram-se ouvir antes da inauguração da nova sede do Banco Central Europeu. Este incidente provocou dezenas de feridos, entre eles noventa polícias, e trezentas e cinquenta pessoas foram detidas. Alguns agentes das autoridades foram intoxicados e gazeados pelos manifestantes, outros foram vítimas de pedras arremessadas.

Uma emigrante Portuguesa na Alemanha foi entrevistada e relata que, para além de um grande grupo de manifestantes concentrados à frente do Banco Central Europeu, vários outros sub-grupos ativistas separaram-se por toda a cidade incendiando carros.

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Houve, inclusive, um grupo no centro da cidade que, de madrugada, tentou arrombar uma esquadra da polícia.

Quem provocou o caos tinha um objetivo claro: impedir a inauguração da nova sede do Banco Central Europeu, obra que custou 1,3 mil milhões de euros. Os manifestantes tencionavam bloquear as celebrações da inauguração da nova sede do Banco Central Europeu porque, na sua opinião, não há motivo para o fazer, tendo em conta que as pessoas, na sua generalidade, estão cada vez mais pobres. Acham ridículo que, perante as medidas de austeridade impostas a vários países, como é o caso da Grécia, e à população na sua generalidade, se tenha gasto tantos fundos com o edifício em questão.

O protesto estava anunciado há dias e foi bem organizado. Composto essencialmente por alemães, contou ainda com a presença de várias línguas chegadas de trinta e nove cidades europeias.

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Em Berlim, apenas durante a parte de manhã partiram cerca de oitocentos ativistas, sendo que no período da tarde também se realizou outra marcha onde a presença de ativistas foi, novamente, significativa. Esta manifestação foi marcada pelo grupo ativista Biockupy, formada por grupos de esquerda, que se inspira num movimento dos Estados Unidos.