E dos Estados Unidos chega-nos uma inacreditável e inspiradora história de sobrevivência. Gardell Martin, de apenas 22 meses, foi retirado inanimado de um lago gelado, depois de estar desaparecido por mais de 20 minutos. O pequeno Gardell estava nos arredores de casa, perto de Mifflingburg, no estado da Pensilvânia, EUA, a brincar com dois irmãos, quando terá caído ao lago, sendo puxado pela corrente. Ao aperceber-se do desaparecimento do pequeno Gardell, o irmão mais velho, Greg, de sete anos, correu para casa, a chamar a mãe. Rose Martin ligou para o número de emergência e alertou as autoridades, enquanto as filhas, adolescentes, começaram a procurar o bebé, com a ajuda dos vizinhos, o que poderá ter evitado mais uma tragédia relacionada com bebés.

E foi mesmo um vizinho que foi encontrar o bebé, inanimado e de cabeça para cima, na água gelada, a cerca de 400 metros de distância.

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Pouco depois, chegou uma equipa médica, que apesar de não encontrarem pulso no pequeno Gardell, começaram, imediatamente, as manobras de reanimação. O bebé foi transportado de helicóptero até ao Hospital, sem nunca cessarem as manobras para o reanimar e aquecer o corpo, e foi já na ala pediátrica do Centro Hospitalar de Geisinger, que 101 minutos depois, uma vasta equipa de trinta profissionais de saúde, viveu o "milagre": o coração do pequeno Gardell começou a bater.

O menino chegou ao Hospital gelado e em hipotermia, o que dificultou o funcionamento dos órgãos, tendo um metabolismo muito lento. Para esta miraculosa reanimação, o aquecimento, lento e progressivo, do bebé, terá sido decisiva. Os médicos relataram, depois, que quando chegou ao Hospital, Gardell tinha uma temperatura corporal de 77 graus, 20 abaixo do normal.

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E foi com a temperatura nos 82 graus que os médicos, finalmente, encontraram pulso, uma hora e 41 minutos depois da paragem. Se os médicos já estavam estupefactos com a recuperação de Gardell, mais espantados ficaram quando, horas mais tarde, o bebé recuperou consciência, com uma capacidade cerebral perfeitamente normal.

A mãe do bebé, Rose Martin, contou ao jornal norte-americano "ABC News" que esta recuperação "foi um acto de Deus, foi um milagre. Deus tinha as pessoas certas, no sítio certo e todos fizeram um trabalho fantástico", em mais um elogio ao trabalho dos médicos, nos Estados Unidos. Gardell encontra-se, agora, a recuperar, já voltou a andar mas ainda lhe falta algum equilíbrio. Por ser ainda muito pequeno, médicos e família não conseguem avaliar o quanto a criança se lembrará do sucedido.