Barack Obama já telefonou ao seu homólogo israelita, Benjamin Netanyahu, para o felicitar pela sua reeleição na passada terça-feira, dia 17. Porém, a felicitação foi contida. Em causa estiveram as declarações de Netanyahu no período de campanha, no qual afirmou ao jornal israelita NRG que a criação de um Estado palestiniano não aconteceria no seu mandato. Após a vitória nas eleições legislativas, onde o Likud obteve 23% dos votos e 30 lugares no Knesset, o parlamento israelita, Netanyahu recuou. Em declarações à cadeia de televisão norte-americana MSNBC, o líder israelita afirmou não querer um único Estado, mas uma "sustentável e pacífica solução de dois-Estados".

Ainda assim, estas palavras não pareceram convencer Obama.

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Fontes da Casa Branca afirmaram que as recentes posições de Netanyahu podem levar a uma mudança da política dos Estados Unidos da América face a Israel, principalmente nas Nações Unidas. O presidente americano reforçou, por outro lado, a importância do seu país para "a cooperação militar, as informações e a segurança de Israel", segundo fontes da Casa Branca.

Um aliado essencial

Os norte-americanos têm sido, ao longo das últimas décadas, os principais apoiantes de Israel no seio das Nações Unidas e o seu poder de veto no Conselho de Segurança tem impedido a criação de um Estado palestiniano. Porém, os desejos de paz na região por parte da atual administração têm resfriado esse apoio, o que pode levar a nação israelita a isolar-se nas suas tomadas de posição.

A ajuda norte-americana por via financeira é essencial para Israel manter o seu avançado aparatado militar.

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Só no passado ano de 2014 o congresso americano aprovou o fornecimento de mais de três biliões de dólares em armamento. O auxílio permite também a construção de colonatos fora do território do Estado judaico, onde só na Cisjordânia habitam cerca de meio milhão de israelitas.

Pelo lado americano, Israel é um dos maiores aliados estratégicos no Médio Oriente, a par do Egito, e uma mais-valia na política antiterrorista desde os anos 90. #Política Internacional